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Manso??! Manso... é o caralho!

Andando pelo salão de festas Amanda ajudava nos últimos retoques da decoração para o Buffet de recepção do casamento de sua irmã caçula.

 - Rodrigo!
- Sim amor...
- Vê pra mim se tem um arranjo deste lá atrás naquelas caixas? E se tiver, trás pra mim, por favor.

Ficando junto de sua noiva Rodrigo a tomou em seus braços e lhe deu um beijo – Sabe... eu estava pensando.... Daqui a uns meses será agente... – disse Rodrigo sorrindo. Olhando para ele Amanda hesitou e depois respondeu – Verdade... Eu fico até com medo... Sei lá... Sou muito ansiosa.

- Isto é normal amor, você não vê sua irmã? Mas fica tranquila, vai dar tudo certo. Aliás, praticamente nada muda, já até moramos juntos.

- Tem razão, agora vai lá, preciso terminar isto aqui antes do meio dia... – respondeu Amanda.

- Tudo bem... – respondeu Rodrigo lhe dando um selinho e afastando-se dizendo – Mas antes vou só passar no banheiro... Ah e você já escolheu onde vamos comemorar seu aniversário, já é daqui duas semanas eihnn!

- Ai mor, eu ainda não sei... Na verdade nem sei se vou conseguir sair cedo do trabalho...

Amanda e Rodrigo estavam noivos há três anos e o plano era de se casarem até o final daquele ano. Formavam um belo casal perante os olhos de todos que os conheciam, e entre os dois realmente sempre houve um clima muito bom.

“Droga! O que estou fazendo...”
, dizia Amanda a si mesma olhando seu dedo, quando de repente sente aquele corpo encaixando-se ao dela – Uhmm, mas é tão bonitinho ver os dois pombinhos juntos... – ele disse mordiscando seu pescoço enquanto a encoxava.

- Para Marcos! Aqui não, alguém pode... – antes de conseguir concluir Amanda sentiu a mão de Marcos adentrar seu short, invadir sua calcinha e logo as línguas encontravam-se entrelaçadas em um beijo repleto de luxúria.

Amanda conheceu Marcos através de sua irmã caçula que por não gostar muito de Rodrigo, armou para que eles se conhecessem e acabou dando certo, pois depois naquela noite de vinho e pizza no apartamento da caçula, as coisas nunca mais foram às mesmas.

- Amor, eu achei apenas este arran... Marcos??! – disse Rodrigo olhando para os dois – O que está acontecendo aqui?

- Nada amor... É que olha, cortei o dedo e Marcos estava apenas me ajudando. Ah! Você achou o arranjo!

- Sim, achei... Deixe-me ver este dedo... – disse Rodrigo encarando Marcos – Primeiro vamos lavar este corte e colocar um band-aid, eu tenho um no carro.

- Bom já que está em boas mãos deixe-me ir agora, já não há mais nada para fazer aqui. Agora é só aproveitar a festa – disse Marcos olhando para Rodrigo de forma sarcástica.

- Obrigado pela ajuda Marcos, nos vemos na festa... – disse Amanda.
- Sim, até mais...

2 Semanas depois...

 - E se for menina?
- Josefina...

Amanda soltou um riso e disse - Para seu besta... – dando um tapa no braço de Rodrigo, depois deitando sobre seu peito continuou – eu gosto de Juliana, mas ainda bem que foi só um susto, quero engravidar só depois do casamento... – e completou – não quero entrar na igreja com aquele barrigão...

- Juliana, uhmmm, eu também gosto de Juliana... – disse Rodrigo deitando-se sobre ela – Eu te amo... – ele disse Rodrigo sussurrando em seu ouvido e em seguida roubou-lhe um beijo calmo e repleto de paixão. Deslizando seu cacete totalmente enrijecido ele a penetrou com vigor fazendo-a arquear o corpo sentindo muito prazer.

- Eu também te amo... – sussurrou Amanda meio a gemidos.

2 meses depois...

- Com quem está falando que não para de rir? – perguntou Rodrigo enquanto assistia seu futebol deitado no sofá da sala e naquele momento olhava Amanda que se encontrava sentada no outro sofá.

- Com... Minha irmã... Amor, ai, ai... Ela é muito doidinha viu...

Enquanto isto no Whatsapp de Amanda:

“Quero te foder agora...“

“Agora não dá, ele tá aqui... mas adoraria pelo menos uns beijos seus...”.

“Despista o mansinho com alguma daquelas suas desculpas que em vinte minutos eu chego. Estarei dentro do carro naquela mesma rua...”.

“Seu maluco... Tá bom...”.

E como planejado 25 minutos depois Amanda entrava dentro daquele Gol azul com os vidros lacrados de insulfilme. 

- Mas que delícia... – disse Marcos assim que a viu. Amanda usava um vestido curto soltinho e sandálias rasteirinhas. – Estamos arriscando dema... – antes que Amanda pudesse concluir sua fala, Marcos novamente lhe roubava um beijo ardente e safado.

Levando suas mãos por baixo do vestido dela, Marcos tirou sua calcinha e também logo tirou o pau para fora dizendo – Vem cá vem, vem cavalgar no meu pau sua putinha...

– Era pra serem só uns beijinhos viu seu safado... – disse Amanda ajeitando-se sobre o corpo dele.

- Fala pra mim que você não tá louca pra sentir esta rola aqui dentro de você – disse Marcos segurando-a firme pelo cabelo e trazendo-a para si voltou a beijá-la com fervor. Enquanto beijavam-se Marcos ajeitou sua rola e empurrou na boceta de Amanda que soltou um gemido e começou a deslizar sobre ele.

- Uhmm... Adoro esta sua rola... – ela disse com os olhos fechados sentindo-o pulsar dentro dela e assim ela passou a cavalgar e ia aumentando o ritmo cada vez mais fazendo aquele carro pular meio a outros estacionados naquela rua. E rua esta que era conhecida como a rua do sexo, ficava atrás de um condomínio antigo, não eram poucos os casais que se encontravam ali dentro de seus carros.

2 hora depois...

- Amor, trouxe uns pãozinhos...  – de repente Amanda interrompeu sua fala ao notar que havia esquecido seu celular no sofá, Rodrigo não estava ali. Rapidamente pegou o aparelho, ele viu que ele estava bloqueado, “Tomara Deus que eu tenha deixado ele travado e ele não tenha visto nada...”, ela disse em seu pensamento.

Com o coração na bota Amanda esperava Rodrigo sair do banheiro. Na sala fingia assistir um filme e não parava de pensar na possível reação dele supondo que ele tenha descoberto.

- Oi amor... Demorou, aconteceu algo?
- Ah! Não... Sabe como é mulher. A Patrícia me mostrou toda coleção nova de lingerie que chegou, mas desta vez não quis trazer nada não...
- Entendi... Está com fome? Quer um lanche?
- Quero sim amor...
- Vou preparar então...

Assim que Rodrigo foi para a cozinha Amanda respirou fundo e agradeceu a Deus por uma tragédia não ter ocorrido naquela noite.

15 dias depois...

- Bom deixe-me ir porque você... está com a vida ganha... – brincou Rodrigo dando um beijo em sua noiva.

- Que pena amor, vai me deixar sozinha o dia todo... Em pleno Sábado!
- Pois é... As coisas não estão fáceis na empresa.

Amanda e Rodrigo se despediram e assim que ele saiu do apartamento Amanda ria sozinha. Sem delongas pegou seu celular e mandou a mensagem via Whatsapp, “O mansinho acabou de sair... rs...”.

1 hora depois...

- Ahnnn... Ahnnn isto... Mete seu safado... – dizia Amanda enquanto sentia Marcos lhe pegar de quatro e penetrar sua boceta com extrema voracidade.
– Nem acredito que hoje você é só minha sua putinha...
- Totalmente sua... Meu tarado gostoso... – respondeu Amanda meio a gemidos.

- Não! Não! Nãooo!!!!  - gritou desesperadamente Marcos e em seguida vieram os disparos, fazendo-o cair desfalecido.

- Marcos!! Marcos! Gritava Amanda desesperadamente sem entender vendo-o sem vida e assim que se virou para a porta viu Rodrigo apontando aquela arma, seus olhos estavam marejados de lágrimas e seu semblante era um misto de ódio e mágoa.

- Sua vagabunda... Eu confiei em você... Você me fez acreditar, poxa até o nome dos nossos filhos agente...

Amanda não conseguida dizer nada e de cabeça baixa entrou em prantos, até que repentinamente sentiu seu cabelo ser pego de forma bruta – Agora me diz sua vagabunda, quem matou este filho da puta aqui, quem???!!! – Disse Rodrigo gritando segurando-a pelo cabelo e fazendo-a se sujar no sangue de Marcos.

- Você... Você... Você!! – ela respondia aos berros.
- Quem foi? Quem? Sua filha puta!! – Rodrigo enfiou-lhe um forte tapa no rosto e voltou a esfregar a cara dela no sangue, um filme passou em sua cabeça naquele momento e com dificuldade muita dificuldade ela disse – Fui eu... Eu...

- Manso??! Manso... é o caralho! Sua vagabunda!

De repente um novo disparo ecoou por aquele quarto e vinte minutos depois policiais adentravam ao apartamento.

7 anos depois...

- Mãe... Mãe... Estou brincando com o Pedro tá?
- Tá bom filho, mas não quero você até tarde lá viu...

- Oi amor... Uhmm que cheirinho gostoso eihnn. Cheguei morto de fome... – disse Carlos abraçando-a por trás e lhe dando um beijo no rosto - O que foi? Porque estas lágrimas? Aconteceu algo? – indagou Carlos.

- Não, é que estava apenas pensando, sabe... Depois de tudo a vida ainda ter me presenteado com tamanha felicidade, veja só um filho que é uma bênção de Deus e um marido tão bom... Eu não mereço isto... – disse Amanda encostando sua cabeça ao corpo de Carlos.

- Amanda a vida sempre nos da uma chance de sermos melhores e isto está acontecendo com você, por favor, não desperdice esta chance com estes pensamentos, eu, o Lucas estamos aqui e confiamos em você... 

- Obrigado Carlos... Obrigado... – disse Amanda abraçando-o e repousando sua cabeça no peitoral de seu marido.

 * Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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2 comentários:

  1. Excitante e forte! Triste... já é tô segundo texto seu que leio,onde o contexto é traição,e tem um final trágico. Já sofreu com algo desse Tipo?

    Beijos molhados...
    M.

    ResponderExcluir
  2. Olá obrigado por vir até aqui e conhecer meus textos.

    Finais trágicos decorrente traições estão por ai, todos os dias a nos rodear e digamos que eu tenha uma opinião muito particular quanto a isto...

    Se quiser conversar, estou disponível no e-mail dantegavazzoni@gmail.com

    ResponderExcluir

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