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Irreversível

“Oi, não sei se lembra de mim ou apenas não quer falar comigo, mas sinto sua falta, desculpe te incomodar...”.

“Uhmm... quem será?”, ele se perguntou assim que leu aquela mensagem no celular. A mensagem no meio da noite despertou curiosidade, o número indicava ser alguém da cidade, porém ele não o tinha em sua agenda tampouco se recordava de quem pudesse ser. 

Pesquisando nas redes sociais rapidamente encontrou o perfil. “Nossa... Mas ela? Não acredito... quanto tempo...”, dizia a si mesmo enquanto via algumas fotos e respondia a mensagem.

“Precisei apelar para o mundo das redes sociais pra saber quem era...”. – ele respondeu.

Não demorou muito para que uma nova mensagem dela chegasse.

“Acredita que eu não tinha mais o seu número na agenda, mas até hoje tenho ele gravado na cabeça...”.

Depois de mais algumas mensagens resolveram ter uma boa conversa, como nos velhos tempos onde uma ligação costumava durar a noite toda. Lembravam-se com saudades de bons momentos e incrivelmente a sintonia parecia à mesma de outrora. Riram bastante ao lembrarem-se do medo dela do mar com aquelas sensações de que um tsunami estava para acontecer a qualquer momento e também do jeito desajeitado dele cortar aquelas pizzas de supermercado, elas ficavam irreconhecíveis.

Não demorou muito para que a conversa esquentasse, e logo a pedido dele, ela descrevia com detalhes como estava vestida e o que estava fazendo. Deitada em sua cama, usando apenas uma calcinha de renda branca ela começou a se tocar enquanto ouvia-o dizer sacanagens ao pé de seu ouvido, e foi assim que de repente sentiu os lábios dele subindo vagarosamente por entre as pernas até finalmente abocanhar sua boceta e chupá-la com vigor.

Uma semana depois...

Em certa noite depois de passarem o dia todo se provocando através de mensagens e telefonemas, decidiram se encontrar e seria exatamente naquela noite.  O local do encontro seria o velho e bom *Reynolds Café, um aconchegante bar no centro da cidade, já conhecido pelos dois do tempo de namoro, onde o dono do bar era muito amigo do casal.

O relógio marcava exatamente 23h15min quando os dois se olharam pela primeira vez em frente ao *Reynolds Café. Sandra havia pintado o cabelo, ele engordou um pouco, mas assim que se viram a chama da paixão flamejou dos olhos daqueles amantes. 

Sentaram-se há uma mesa mais reservada e começaram a conversar. Até havia um gelo inicial, mas em poucos foi se quebrando e logo os dois se encontravam entrelaçados em um beijo ardente - Vamos sair daqui... – ela sussurrou sentindo a mão dele subir seu vestido, tocando sua coxa.

Não dando atenção as palavras dela, ele voltou a beijá-la desarmando completamente qualquer indício de resistência de Sandra que quando deu por si, estava levantando suas pernas vendo-o tirar sua calcinha.

- Alguém pode...
- Fique tranquila, ninguém vai nos incomodar aqui...
- Não... Por favor... Ahnnn... – Sandra gemia baixinho ao pé do ouvido dele sentindo aqueles dedos dentro de sua boceta. De repente ela sentiu-o segurar seu cabelo com firmeza e viu-o olhar diretamente em seus olhos. E como sempre havia uma fera naquele olhar, ela sempre achou muito interessante como ele conseguia se dividir entre um anjo e um demônio, aquilo a fascinava, a excitava.

As mãos dele puxaram um pouco seu vestido tomara-que-caia e logo ela sentia a língua dele contornando os bicos de seus seios e depois os tomando completamente e chupando-os com vontade. Com aquela boca safada a chupar seus seios e aqueles dedos estocando sua boceta, estava cada vez mais complicado para Sandra controlar seus gemidos.

- Por favor... Vamos para outro lugar... – ela sussurrou ao pé do ouvido ele.
Novamente ele a encarou nos olhos fazendo um calafrio percorrer seu corpo. Levantando-se Dante a segurou e a colocou junto de si. 

- Quem é o seu Dono? – ele sussurrou em seu ouvido.
- Você... Somente você... Dante...
- Muito bem... – ele disse andando em torno dela e atrás de seu corpo disse – E qual o seu propósito aqui?
- Servir e atender os prazeres de meu Dono...
- Boa menina... – disse Dante colocando uma venda nos olhos dela – Agora, venha comigo... – ele disse deixando a mão dela em seu ombro e guiando-a para uma porta aos fundos do *Reynolds Café.

Sandra ouviu o fechar de uma porta e como o sentia junto dela perguntava-se quem estaria mais ali, mas principalmente onde ela estaria. Raciocinava que deveria estar na parte dos fundos do bar, lugar este totalmente desconhecido a ela.

Ao chegar a determinado ponto Dante ordenou que ficasse imóvel, afastou-se e tirou seus sapatos, sua camisa enquanto olhava-a de cima abaixo. Sandra encontrava-se um pouco nervosa, conhecia os jogos dele, aliás, eram justamente estes jogos que ela tanto desejava sentir novamente, mas agora sentia que algo havia mudado.

Caminhando até Sandra ele postou-se atrás dela, levou sua mão ao corpo dela sentindo-a vagarosamente até que começou a deslizar o zíper das costas do vestido dela.

- Quatro anos Sandra... Muito tempo não acha? Sabe... Algumas pessoas costumam mudar bastante...

- Eu sei... Ainda há muito que tenho que te falar ainda sobre mim... – Disse Sandra sentindo medo no tom que as palavras eram ditas enquanto seu vestido deslizava pelo seu corpo deixando-a completamente nua, com exceção do seu salto alto.

- Eu imagino, mas como você pode ter notado o Alex não mudou quase nada... Só que não posso dizer o mesmo do Dante... – ele dizia enquanto erguia os braços dela cima da cabeça e os prendia a grilhões de metal acolchoados.
- O que quer dizer com isto? – perguntou Sandra, sua voz estava tremula, denunciando completamente seu medo.

- O que quer dizer? Quer dizer que as coisas mudaram por aqui... Sandra... – disse Dante enquanto caminhava em torno de Sandra deslizando a ponta de seu chicote pelo corpo dela.

Slaapp... Slaap...

- Aiiii!!! Não, não, por favor, pare. Não me machuque Dante... Por favor... – suplicava Sandra sentindo seus seios arderem.

- Você acha que pode aparecer depois deste tempo todo e simplesmente achar que as coisas vão ser como antes? – gritava Dante junto dela, demonstrando certo descontrole.

Slaapp... Slaap... 

Novos golpes eram lhe dados agora em suas coxas e em sua bunda, deixando sua pele com verdadeiros vergões.

- Não... Não... Faça o que você quiser, mas, por favor, não me machuque... – dizia Sandra aos prantos.

Abandonando seu chicote Dante ordenou que ela abrisse as pernas e assim ela o fez, obedecendo-o sem pestanejar. Colocando-se atrás dela, Dante deslizou dois dedos a boceta dela sentindo-a extremamente molhada, sorrindo sadicamente ele a puxou pelo cabelo virando-lhe o rosto e a beijou com fervor.
Enquanto beijavam-se, Dante ajeitou seu cacete à boceta de Sandra e a penetrou até o fundo.

- Arhhhh Dante... – gemeu Sandra sentindo-o estocá-la com voracidade. As mãos deles tomavam seus seios apertando-os com vontade.

Depois de mais algumas estocadas ela sentiu seus punhos se soltarem, mas sem forças quase caiu ao chão. Tomando-a em seus braços e carregando-a, Dante a levou para uma cama. “Que lugar é este?”, ela se perguntava, não conseguia entender como num passar de mágica saiu do interior do *Reynolds Café e estava ali a mercê das torturas e prazeres de seu Dono.

Segurando as pernas de sua escrava e colocando-as sobre seus ombros ele a penetrou profundamente fazendo-a até arquear o corpo de tamanho prazer.

- Dante... – sussurrou Sandra meio a gemidos sentindo-o estocá-la com força. Não suportando mais ela chegou ao ápice e gozou junto com seu Dono que agora deitava sobre ela, fazendo-a sentir parcialmente o peso de seu corpo.

- Pelo jeito as coisas realmente mudaram por aqui... – disse Sandra entrelaçando suas pernas no corpo dele e apertando-o com tesão.

- Sim, agora eu tenho meu cabalouso, minha sala de tortura... Lembra que sonhávamos em construir algo assim pra gente? - respondeu Dante ao pé de seu ouvido fazendo-a delirar.

- Sim... E não vai me deixar conhecer este lugar?

- Não, por enquanto não... - Respondeu Dante, e enquanto se deliciavam em seus jogos BDSM, Sandra foi mantida o tempo todo vendada. 

Um pouco antes de o dia amanhecer, com as portas do *Reynolds Café ainda fechadas, ambos dormiam naquela confortável cama. Sandra ainda estava vendada, tinha seus punhos amarrados na cabeceira da cama.

Despertando do sono Alex levantou-se e começou a se vestir enquanto a admirava dormindo. Em seguida aproveitando a cozinha do *Reynolds Café ele preparou um café da manhã e levou até ela. 

Sandra ainda não havia despertado.

Desfazendo as amarras dos punhos de Sandra, Alex deixou um bilhete sobre o criado mudo dizendo “Descanse pelo tempo que quiser...”, e em seguida partiu deixando-a sozinha.

Mais tarde, já em sua casa enquanto preparava o jantar, Sandra não parava de pensar em Alex, e naquele quarto. “Meu Deus, o que foi aquilo... este encontro não poderia ter...”.

- Meu amor! Uhmm... Como eu estava com saudade... desta comidinha... – disse Carlos, ao pé de seu ouvido, abraçando sua esposa após uma longa viagem de negócios.

 * Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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4 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigado Helena pela vista, espero vê-la sempre por aqui.

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  2. Adorei,seus contos sempre me surpreende.

    Beijinhos

    Saudades

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    Respostas
    1. Obrigado Anita, é sempre tê-la por aqui. Espero que apareça mais vezes.

      Excluir

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