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Eletroestimulação

Era uma típica tarde de inverno e trajando apenas uma blusa de moletom e uma calcinha, Fabiana observava o mundo da janela de seu apartamento. Chovia muito, praticamente o dia todo. Sua cama continuava lhe fazendo convites irresistíveis para que voltasse a se deitar, e pedindo daquele jeito ela acabou não resistindo. Pegando seu tablet deitou-se na cama e começou a navegar em alguns sites até cair em um blog de contos eróticos que lhe chamou a atenção.

Havia textos de diversos temas, mas os de BDSM lhe despertaram um interesse que outrora não existia pelo tema. Sua escrita leve e ao mesmo tempo repleta de promiscuidade elevava aquelas cenas de dominação a um nível extremamente excitante, e tão excitante que Fabiana dispensou o tablet e sua calcinha e começou a se tocar intensamente com aquelas cenas em sua mente até chegar ao ápice e gozar em seus dedos.

6 meses depois

Assim que passou por aquela porta sentiu seu corpo arrepiar-se. “Tomara que eu não tenha esquecido nada...”, pensava quando de repente ouviu aquela voz quase ao pé do ouvido dizer:

- Muito bem, você está aqui... 

Fabiana sussurrou respondendo sim fechando os olhos sentindo o corpo dele junto ao seu. As mãos dele abriam os botões de seu sobretudo e em seguida deixou-o cair sobre seus pés revelando seu corpo quase nu, usava apenas uma lingerie que ele havia pedido. Calcinha cinta-liga e sutiã de renda, salto alto e meias 7/8.

- Boa menina... – ele disse em seu ouvido mordiscando-o e completou –  ... como eu pedi...

Fabiana sentiu seus olhos sendo vendados.

Postando-se na frente dela, ele levou suas mãos à nuca de Fabiana e a beijou. Seu beijo a fazia perder as forças, era molhado, safado e tinha um ritmo apropriado para cada momento. Observando a respiração de Fabiana e seu tesão ele a olhava com um semblante sádico.

A levando pela casa chegaram ao quarto dos jogos. Segurando os braços de sua escrava ele a prendeu na cruz de Santo André mantendo-a com os braços e pés separados.

- Comprei um brinquedinho novo... – ele disse. Sua forma de falar, sempre muito sádica a enlouquecia e lhe causava um misto de medo, prazer e ansiedade, era um turbilhão de sensações e sentimentos. 

- Qual é a palavra de segurança? – ele perguntou.
- Calypso...
- Boa garota.

“O que ele está aprontando?”. Foi então que seu pensamento foi interrompido ao sentir uma leve picada em seu seio, em seguida outra, e mais outra. Ela gemeu contorcendo-se, sentia algo gelado adentrar sua pele. Raciocinou e rapidamente notou que se tratava de agulhas, entrando uma a uma, bem devagar. E assim seguiu-se até que seus seios estivessem repletos delas. 

Depois de senti-lo afastar-se ela ouviu aquele estalo e seu coração começou a acelerar a acelerar.

- Quem é o seu Dono? – ele perguntou.

- Você... Dante... Sou completamente sua... – respondeu Fabiana completamente excitada.

- Hoje vou te apresentar a eletroestimulação – ele disse ao pé de seu ouvido e em seguida encostou aquela vareta nos seios de Fabiana fazendo a urrar de dor ao sentir uma corrente de choque percorrer seus seios.

- Ohhhh Dante... – Fabiana sentiu a boca dele encostando-se a sua e beijando-a com uma suavidade que a excitava. Os choques continuaram e se sucederam em diversas regiões de seu corpo, bumbum, coxas e até mesmo em seu sexo. Mas era em seus seios que o prazer era infinitamente maior pela forma como as agulhas amplificavam a corrente elétrica. Mas não bastasse o seu delírio diante daqueles estímulos, Fabiana sentiu-o penetrar em sua boceta uma enorme prótese de pênis borrachuda.

- Uhmm este eu conheço... – ela disse sorrindo meio a gemidos.

- Ai que você se engana, este não é aquele velho conhecido seu... – ele disse em seu ouvido e afastou-se. Ouviu-se então o barulho de um pequeno motor e aquele pênis começou a sair e entrar de sua boceta fazendo-a sussurrar o nome de seu Dono ininterruptamente.

- Feliz Aniversário meu amor... – disse Dante beijando-a e eletrocutando seus seios ao mesmo tempo em que aquela fucking machine posicionada entre as pernas de Fabiana fodia-a com intensidade.

Afastando-se dela Dante se serviu com um bom vinho e sentou-se em uma poltrona de frente para Fabiana e ficou admirando-a. Quando a máquina aumentou a intensidade no tempo que ele havia programado, Dante sorriu sadicamente ao assistir o desespero de sua doce garota. E foi dali de sua poltrona que Dante a viu gozar de forma surpreendente, seu líquido esguichou de forma impressionante, como raramente se consegue de uma mulher.

Dante desligou a máquina e viu sua garota ofegante, cansada, mas extremamente satisfeita. Soltando-a da cruz de Santo André ele a carregou em seus braços e a levou para cama. Tirando sua calcinha ele a abocanhou com voracidade sugando todo seu prazer e fazendo a tremer de tesão ao sentir sua boca.

Depois de chupá-la por um tempo Dante posicionou-se entre suas pernas colocando-as sobre seus ombros e a penetrou profundamente. As variações de ritmo dele a excitavam muito e era impressionante como ele conhecia seu corpo. Tirando-lhe a venda Dante a puxou pela nuca fazendo-a sentar-se na cama sobre seu cacete enquanto beijavam-se com paixão.

- Você é um pervertido, sabia? Bendita hora que fui entrar naquele blog... – ela disse sorrindo ao pé do ouvido enquanto cavalgava no pau de seu Dono – mas eu adoro... Eu penso em você o tempo todo... Quero você por toda vida... Isto foi muito Baunilha né?

- Sim muito Baunilha, mas foda-se...  Não existe um livro de melhores práticas ou regras pra um relacionamento seja BDSM ou não, então enquanto estivermos acreditando nesta relação, vamos lutar por ela... certo?

- Certo... Por isto que eu te amo...

E assim foi mais um de muitos encontros entre Dante e Fabiana que viviam mais do que uma relação Dono e Escrava e seus jogos eróticos. Havia Amor, paixão, respeito e cumplicidade e o misto de todas estas coisas é o que faz deles um casal mais do que perfeito.


* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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9 comentários:

  1. Aqui é sua aluninha, de outrora...rs

    Nossa nem sei o que descrever ao ler esse conto, o senhor me excita com suas palavras...e escreve cada vez melhor...
    Adoro-te! ��

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    Respostas
    1. Minha aluninha de outrora não ... e sim de ontem, hoje e sempre se você quiser rs...

      Obrigado por deixar seu comentário, você não sabe o quanto é importante para quem escreve saber as reações que sua escrita causa. Espero continuar te encontrando por aqui. Abraços...

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  2. Minha N-O-S-S-A! Que delícia! Muito bom Dante. Cada vez melhor. Bjs Rê!

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    Respostas
    1. Que bom que gostou Rê, achei que acharia um pouco pesado este lance de eletroestimulação rs .... Bom te ver aqui, obrigado por participar.

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    2. Até é pesado sim, mas não posso negar que é excitante é que o texto é excelente como sempre. Bjs
      Ps: estou sempre aqui.

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  3. Uiii... Deu calor aqui... J

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