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Anita

O relógio da sala marcava 0h15min quando ele abandonou o notebook e foi para a sacada do seu apartamento. Ali acendeu um cigarro e ficou a olhar as pessoas andando pela avenida. Fazia uma noite muito boa, quente, mas aquelas nuvens e as rajadas de vento davam bons indícios de que uma chuva estava por vir.

O letreiro florescente do Motel lhe chamou a atenção e percorrendo o olhar pelas janelas ele ficou a fantasiar por um tempo o que poderia estar ocorrendo em cada um daqueles quartos. Algumas cenas engraçadas, outras bem excitantes vieram a sua mente, e num flash repentino ele se lembrou dela, já fazia tanto tempo.

“Droga! Preciso me concentrar e começar este livro!”, disse esmurrando a grade de proteção. Frustado com si mesmo, resolveu dar uma volta e levou consigo seu notebook. Andando pelas ruas do velho centro de São Paulo, meio a escuridão e alguns ollhares solitários resolveu parar no velho e bom *Reynolds Café.

- Olá Ricardo! – ele disse cumprimentando o rapaz por trás do balcão - Dante! Como você está meu amigo? Você sumiu! Meu pai vive perguntando de você.

- Sabe como é, muito trabalho, mas e me diz, como está o velho Billy? 

- Está bem, a uma hora desta deve estar tirando aquele sono dos Deus. Bom Dante, fica a vontade, a casa é sua, o que vai beber?

- O de sempre, me traz aquele chopp gelada que só vocês tem.

Sentado numa mesa ao lado da imensa janela de vidro, Dante ficou a observar o ambiente. Ele frequentava aquele lugar há muito tempo, estar ali servia como uma espécie de refugio para momentos de solidão ou na busca de certa uma paz de espírito.

Repentinamente Dante teve um vislumbre de uma história, então tomou mais um gole de seu chopp e abriu o notebook. “Preciso começar este livro... tenho seis meses...”, falava com si mesmo, enquanto lá fora uma chuva começava a cair. 

Uns 30 minutos depois a porta do Reynolds abriu-se uma garota entrou as pressas.

– Nossa, que chuva! – ela disse.

Dante a viu entrar e aquela garota de vestido justo e salto alto logo desviou sua atenção fazendo seu olhar percorrer aquele corpo dos pés a cabeça enquanto ela cumprimentava Ricardo em um fervoroso braço. Com receio dela ser namorada do amigo, Dante manteve-se discreto e voltou sua atenção para a tela de seu notebook.

- Dante... te atrapalho?
- Opa, e ai Ricardo... relaxa cara, você nunca atrapalha...
- Quero que conheça uma pessoa. Está é a Anita, uma grande amiga, e adivinha? Ela também é escritora!

- Uhmm é mesmo? Muito prazer... – disse Dante olhando-a nos olhos e estendendo sua mão.
- O prazer é todo meu, o Ricardo vive me falando de você, comecei até acompanhar os contos que você publica na *Revista Mundo Erótico, seus textos são ótimos...

- Bom, vou deixar vocês a vontade – disse Ricardo ao sair para atender um casal que havia acabado de chegar.
- Sente-se por favor... – disse Dante.
- Obrigada.
- Mas me diz e você, o que escreve? 
- Acho que temos algo em comum, escrevo Romances eróticos. Sabe, depois de 50 tons de Cinza este nicho de mercado ficou muito interessante, já tenho um ebook com uma coletânea de contos publicado e que anda vendendo bem na internet.

- Uhmm... muito bom, quero conhecer o seu trabalho... – respondeu Dante.
Os dois começaram a conversar e descobriram que entre eles haviam muito mais afinidades do que podiam imaginar. E foi assim que num passe de mágica Anita já se encontrava nos braços de Dante, sentindo sua boca mordiscando seu pescoço e sua mão subindo entre suas coxas subindo seu seu vestido.

- Dante.... – sussurrou Anita, e em seguida a boca dele tomou a sua em um beijo audacioso, não lhe dando tempo para argumentos - Vamos para outro lugar... – ela sussurrou ao pé de seu ouvido.

20 minutos depois...

Com os olhos vendados Anita encontrava-se completamente nua e com seus punhos e tornozelos amarrados aos cantos da cama. Aquele silêncio causava-lhe extrema ansiedade, mas ela conseguia sentir a presença dele, e imaginar que ele estava ali diante dela contemplando sua total submissão, a excitava, fazia sentir seu sexo umedecer mesmo sem ser tocada.

Repentinamente Anita arqueou o corpo e respirou profundamente ao sentir aqueles lábios tomando sua boceta, chupando-a com vontade.

- Dante.... – sussurrou Anita sentindo aquela língua invadindo seu sexo. 
- Você está proibida de gozar, eu fui claro?
- Não, por favor... 

Slappp...

- Aiiii.... – ela gritou sentindo a parte interna de sua coxa arder.
- Sim meu Dono... me perdoe... sou completamente sua... 
- Boa menina... – disse Dante deixando seu chicote sobre a cama e voltando a chupá-la. Ao mesmo tempo apreciava cada reação do corpo de Anita imerso num prazer absoluto.

Certo tempo depois Dante levantou-se e ficou apenas olhando-a. E indo até a uma pequena mesa com bebidas, abriu uma garrafa de Vodca, se serviu e degustou um pouco sua bebida. Depois pegando uma pedra de gelo ele aproximou-se de Anita e começou a percorrer o corpo dela com aquela pedra. Começando pelo seu pescoço, depois descendo entre seus seios, subindo por eles e contornando lentamente os bicos deles. Depois continuou a descer vagarosamente pelo abdômen...

Anita tinha a respiração intensa, arqueava o corpo sentindo um calafrio percorrer seu corpo enquanto aquela pedra passeava pelo seu corpo e agora chegava a sua boceta onde ele contornava seu grelo sem nenhuma pressa, lhe causando até certo desconforto. Depois ele seguiu deslizando a pedra por entre suas pernas até ela sumir completamente.

“E agora, para onde ele foi?”, perguntou-se Anita ao notar que ele havia se afastado. Aquele tempo sem ele ali, sem saber o que ele estava tramando, lhe caía como uma verdadeira tortura. Algum tempo depois ele retornou, deixando-a muito apreensiva ao senti-lo se aproximar.

De repente os lábios dele se encaixaram aos seus lhe roubando um beijo safado. Enquanto se beijavam Anita sentia os dedos dele massagearem seu grelo, só que agora havia algo a mais, um gel, não demorou nada para que ela começasse a sentir uma onda de calor e sutis vibrações em seu grelo, era uma sensação incrivelmente prazerosa.

Levando dois dedos a boceta de Anita, Dante a penetrou com eles repletos de gel estimulante e que lhe daria a sensação de calor.

- Dante.... Dante... não ... – Anita contorcia-se na cama sentindo-o estocar aqueles dedos. 

Depois desfazendo as amarras que seguravam dos tornozelos e punhos de Anita, Dante puxou-a para si na cama e a beijou com volúpia. Em seguida colocou suas pernas sobre seus ombros e a penetrou com voracidade. Naquele momento Dante havia perdido total juízo, seu desejo flamejava em seus olhos e assim ele seguiu estocando-a com força.

Puxando-a pela nuca Dante se pôs de joelhos na cama mantendo-a encaixada em seu cacete. Beijavam-se o tempo todo, as mãos percorriam os corpos e Anita já começava a cavalgar naquele membro que pulsava de tesão dentro dela. 

- Ahnnnn... – urrou Anita cravando suas unhas nas costas dele ao mesmo tempo que suas pernas tremiam sem parar anunciando seu orgasmo. Segundos depois Dante chegava ao seu ápice e a inundou com sua porra. 

Os braços envolvidos em um abraço apertado durante um beijo calmo e safado, fazia aquela cena digna de qualquer filme hollywoodiano. Por fim os dois caíram na cama, exaustos, ofegantes, olhando um para o outro e com a certeza de que algo especial acabou de nascer ali entre eles.

6 meses depois...

- Bom dia amor, adorei o conto! – dizia Anita ao telefone deitada em sua cama.
- Fico feliz em saber. Aquela noite realmente foi mágica e merecia ser registrada... – disse Dante dentro de seu carro parado no 3° Subsolo do estacionamento da Editora da revista *Mundo Erótico.

- É, parece que formamos um belo par... – disse Anita.

- Verdade... mas me diz uma coisa... como você esta vestida agora?

- Uhmm, estou só de calcinha... com minha mão dentro dela imaginando você aqui.

- Então tire sua calcinha... e imagine minha boca te chupando bem gostoso...

- Ai Dante... eu te amo... quero você pra sempre na minha vida.

Interrompendo sua fala, Dante ficou em silêncio por um segundo. Um flash-back passou por sua cabeça e lembrou-se de um passado não muito distante, de sua dor e dos sonhos que se foram ao vento. Mas com Anita ele sentia que poderia ser diferente, via nela verdade em seu olhar e certa pureza em sua entrega, “Ah! Quer saber... que se Dane!”, ele pensou e disse – Anita... admito que não pretendia falar isto tão cedo, mas eu também te amo... - ele respondeu. E assim o início de uma prazerosa relação havia se concretizado e enfim Dante se libertou que antigos fantasmas que o circundavam.

** Conto dedicado e inspirado em Anita G. Obrigado Anita por momentos tão prazerosos, é um prazer tê-la novamente.

* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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2 comentários:

  1. Ah Dante que delícia essa que acabei de ler,consegui te sentir tão próximo...
    Estou sem ar,você me deixou doida aqui,aliás é isso mesmo que você quer né?
    Obrigada pelo conto,está perfeito parabéns.
    Beijinhos
    Sua Anita!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este conto foi escrito com o tesão nas pontas dos dedos, você é demais Anita. Obrigado!

      Excluir

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