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Um Recomeço

- Estou preocupada com o Renato, ele não é mais o mesmo desde que aquela vaca... arhh!! – Dizia Carol a sua amiga enquanto conversavam no bar em frente à faculdade.

- Calma Carol, seu irmão só está curtindo a vida, e nada melhor do que esquecer um amor com outro...

- É, só que neste caso desconfio que não seja somente com outros amores...
O velocímetro do carro havia travado em 280KM e meio a gargalhadas Renato olhava pelo espelho o carro de Henrique desaparecer. Foi quando ao voltar sua atenção para pista assustou-se ao ver que estava bem em cima de uma curva fechada. Perdendo o controle da direção Renato saiu fora da estrada e capotou duas vezes. 

8 meses depois...

- Renato, como está se sentindo hoje?
- Melhor Doutora... bem melhor... – diz Renato acompanhando aquela tradicional cruzada de pernas. 
- Vamos começar? – Ela perguntou encarando-o nos olhos e um pouco sem jeito ao flagrar o olhar safado dele.

- Renato, será que hoje você sente confortável em me dizer como sua vida começou a mudar, como veio este uso excessivo do álcool, as drogas...
Olhando para o teto Renato sorri, e virando o rosto voltou a admirar as belas pernas de sua psicóloga. Em seguida respondeu:

- A história é longa...
- Estou aqui para te ouvir – ela responde e sorri para seu paciente.

- Bom então vamos lá... acho que um dia conheci o amor, ao menos era o que eu achava. Nos conhecemos pela internet, o engraçado é que nunca apostei minhas fichas em relacionamentos virtuais, sempre achei uma baboseira, coisa de nerd, mas... ela conseguiu fazer o que nenhuma havia feito desde então... me fez acreditar. E foi assim que, o que era virtual tornou-se real, e o início do que poderia ter sido um belo romance estava de fato acontecendo...

- Tudo bem Renato? – Ela perguntou ao notar que ele respirava fundo após uma pausa.
- Não, mas eu preciso falar...
- Muito bem, estou aqui...

Pela primeira vez Renato havia conseguido expor aquela história e seus sentimentos para alguém. Começava a sentir-se mais forte e vivo.

- Renato, estou muito orgulhosa de você. Finalmente conseguiu superar seus próprios fantasmas, hoje certamente você é uma pessoa muito mais forte. E assim, novos amores e novas decepções podem ocorrer, pois infelizmente nem tudo é como sonhamos, nem tudo parece justo aos nossos olhos, mas o importante é estarmos preparados para encarar todos estes problemas e não fugir deles como estava fazendo com o uso abusivo de bebidas e drogas.

- Sim, acho que hoje compreendo melhor, e agradeço muito a você por isto... - Anna e Renato ficaram se entreolhando por alguns segundos sem nada dizer – Imagina Renato, este é o meu trabalho, e saiba que está sendo um prazer enorme tê-lo aqui em meu consultório – disse Anna olhando-o nos olhos então completou – Bom, te vejo daqui duas semanas para o nosso próximo encontro.

- Até logo doutora... nos vemos...

Assim que Renato saiu, Anna sentou-se junto de sua mesa com os braços apoiados na mesa e as mãos na cabeça. Não demorou nada para que as lembranças daquela noite povoassem sua mente.

“- Nunca amei alguém como amo você Anna, sei o quanto é difícil estar longe, mas acredite em tudo isto que está acontecendo... não foi por acaso que nos conhecemos e estamos vivendo isto. Quando nos vejo lá na frente, vejo uma história de amor de dar inveja a qualquer um... mas vencer a distância não é fácil é preciso acreditar...

- Sabe, quando estou assim sozinha lá em casa, carente... fecho os olhos e te faço presente, parece que consigo até sentir você... é algo assim muito... aí não sei explicar, nunca senti algo tão forte...”

- O que eu fiz? – Perguntou-se Anna com seu olhar perdido no vazio.

1 Semana depois

Din... don...

- Oi Alex... será que podemos conversar?
- Anna? Como que... ??!! O que você...??!! – Interrompendo a fala, ele a encarou nos olhos, retomou o controle das emoções e disse – Entre... não repare a bagunça, estou reformando o apartamento.

Com o coração na boca Anna entrou, deixou sua bolsa sobre uma cômoda perto do telefone e olhou admirada o apartamento. 
– Nossa está ficando lindo!
- Obrigado, eu mesmo estou pintando... faço um pouco a cada dia. Mas então, o que te traz aqui depois de quase 5 anos... ainda gosta de vinhos?

- Ah! Sim... – disse Anna, olhando-o pegar a garrafa – Quero te pedir perdão Alex, sempre achei que decepções e enganos ocorrem todos os dias e que errar é algo normal, e fiquei este tempo todo pensando que você o tempo se encarregaria de fazer você me esquecer, ou de esquecer o que te fiz, por um lado até estava certa, mas por outro... 

Anna pegou a taça de vinho que Alex a trouxe, e olhou-o nos olhos.
- Por tudo o que o que fizemos, as promessas, os sonhos, por tudo o que você fez por mim, o mínimo que eu poderia te dar era respeito, era cuidar de você e hoje aprendi a importância de cuidar um do outro, e mesmo que você não seja o homem da minha vida, eu gostava de você, então me diz, porque te machuquei? 

Alex apenas a encarava nos olhos enquanto a escutava falar.

- Pelo que fiz, você poderia ter me mat... mas ainda sim tentou me entender e me perdoou. E eu não, tudo o que eu queria era sanar meus desejos e carências, pouco me importei com o que você significou ou com o que já havia feito para mim – interrompendo Anna olhou-o com seus olhos repleto de lágrimas e completou – me perdoa Alex?

- Anna, hoje eu posso dizer com toda certeza do mundo que você nunca me amou. Talvez o sexo quente, ou você encontrava-se carente fizeram com que você me desejasse na época, mas amar, não... você nunca me amou. Enxerguei isto só depois de muito tempo, quando já mais racional me lembrava do seu olhar, de alguns gestos... como fui idiota! E agora você me aparece pedindo para perdoá-la? Bom, você sabe o quanto eu queria você, e cegamente até perdoei logo depois da sua traição, talvez por isto não guardo nenhum rancor do que aconteceu.

- Mas será que ainda posso te fazer muito feliz? E que está errado sobre mim.
Alex, sorri e diz - Anna, os tempos são outros, certamente teríamos vivido uma bela história, combinávamos em muita coisa... hoje tenho outros planos, daqui uma semana saio para uma viagem pelo mundo sem data para voltar... enfim, por hora não quero me envolver com ninguém, você me entende?

- Sim, entendo... acho melhor eu ir então, me liga quando voltar? – Perguntou Anna com lágrimas descendo pelo rosto e esboçando um tímido sorriso.

Alex parou por um instante olhando-a, aproximou-se e levando seus braços em torno do corpo dela, envolveram-se em um longo abraço. Com os rostos deslizando um sobre o outro não demorou muito para as bocas se encontrassem em um beijo ousado.

As alças do vestido de Anna foram aos poucos sendo colocadas de lado até seu vestido deslizar sobre seu corpo ficando a seus pés e relevando uma provocante lingerie. Por um breve momento se entre olharam sem cada dizer, e logo voltaram a se beijar, com volúpia, as mãos passeavam pelos corpos sentindo um ao outro.

Em poucos minutos Anna encontrava-se sobre a mesa da sala, entre suas pernas Alex abocanhava seu sexo chupando-a. 

- Ahnnn... esta boca é inesquecível... – sussurrou Anna.

Enquanto isto a alguns quilômetros dali...

- Em que está pensando? – Ela perguntou abraçando-o por trás, colando seu corpo nu ao dele.

- Nada demais...– respondeu Renato e completou – só admirando a vista da cidade.

Jéssica sorri se põe na frente dele esfregando-se nele, sentindo as mãos dele subirem pelo seu corpo tomando seus seios e apertando-os com vigor. Em frente aquela imensa janela com vista para boa parte do Rio de Janeiro, Renato a penetrou e passou a estocar seu cacete com voracidade.

- Uhmm isto gatinho, me fode sou todinha sua... eu te amo...

* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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