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A Cidade do Pecado IV

- Ahh... ahhh .... Socorro!

Flávia corria ofegante meio à escuridão, algo a perseguia, mas ela não conseguia identificar o que era, foi então que avistou o brilho de uma luz e uma porta. Correndo até ela Flávia sentia-se exausta, aquela porta parecia nunca chegar, eis que uma criatura de beleza inestimável, exibindo um par de asas e o corpo de guerreiro, pousou diante dela.

“É ele... tenho certeza...nossa, um anjo! ”.

Assim que ficou diante dele, Flávia conseguiu contemplar o seu rosto e ficou admirada com tamanha beleza. Ele a encarava nos olhos, e aos poucos Flávia foi dando um passo pra junto do corpo dele. Sentia-se protegida naquele momento, suas mãos tocaram o peitoral do anjo e encostando seu corpo ao dele, Flávia o beijou.

Só que para sua surpresa ao voltar a encará-lo nos olhos, Flávia notou lágrimas descendo de seu rosto e um semblante triste. Eis que de repente braços envolveram seu corpo puxando-a com força para trás retirando-a dos braços do anjo.

Imediatamente ela sentiu seu corpo encaixando-se a outro, este enorme e animalesco. Logo notou um pênis descomunal roçando-se em sua bunda. Flávia olhou assustada para o anjo que continuava parado, sem nada fazer, apenas chorando em silêncio.

 - Não, não, por favor, me deixe em paz! – Ela gritava e implorava ao anjo – Por favor, me ajude!
Seus gritos foram logo abafados pela boca daquela criatura que a dominava e agora levava sua língua à boca de Flávia beijando-a sem pudor. Flávia tentava resistir, rebatia-se tentando soltar-se dos braços daquele animal, mas ele era infinitamente mais forte do que ela. Foi então que olhos de Flávia se tornaram negros e logo após aquele beijo Flávia encarou o anjo nos olhos e sorriu de forma demoníaca. 

Levando sua mão para a nuca do demônio ela puxou-o e voltou a beijá-lo, ao mesmo tempo empinava seu corpo esfregando-se nele com luxúria. Ajeitando seu pênis à boceta de Flávia o demônio penetrou-a profundamente, e ela não sentia dor, apenas prazer e desejo. Olhava para o anjo sorrindo e provocando-o, enquanto o demônio estocava-a cada vez mais forte. Ainda encarando o anjo Flávia começou a gargalhar, e mordia os lábios demonstrando sua excitação.
 O demônio jogou a no chão e com os cotovelos apoiados ela arrastou-se olhando o demônio rugir de forma assustadora e em seguida deitar-se sobre o corpo dela. 

Voltando a beijá-la ele ajeitou seu pênis e voltou a penetrá-la. Suas pernas entrelaçaram-se no corpo do demônio, e ali deitada sentindo-o possuir, Flávia continuava a gargalhar para o anjo que se mantinha quieto, apenas olhando-a.
***

 - Flávia!! Flávia!!
 - Ahhhh o quê? 

 Flávia abriu os olhos e avistou Alex deitado ao seu lado olhando-a com um semblante assustado.
 - Você começou a suar frio, e gemer como se estivesse sentindo... dor...

Flávia respirava, tentando recuperar o fôlego.

- Foi mais um dos meus pesadelos, e de novo o mesmo tipo de pesadelo, não sei mais o que fazer...  – Flávia começou a chorar e Alex abraçou-a tentando acalmá-la.

Flávia contou a Alex tudo, não escondeu nada e ele ouviu tudo atentamente. Depois sentindo-a um pouco mais calma Alex voltou a abraça-la e disse:

 - Você não está sozinha, estou aqui com você e quero te ajudar. Iremos procurar uma razão para estes pesadelos e juntos darmos um basta neles. Está bom assim?
Flávia o abraçou ainda mais forte e respondeu:
- Obrigado Alex, obrigado.
 ***

*Saída da Colégio Pedro Aguiar, Quarta-Feira - 13h00min

Lucas voltava da escola e desde o dia em que Yasmim lhe salvara daqueles garotos, ele vinha tendo dias de paz, eles já não o aborreciam mais como antes. Porém naquele momento algo ainda o incomodava bastante, a ausência de Yasmim, pois desde aquele dia em seu quarto ele não apareceu novamente, até que...

 - Lucas?

Ao ouvir aquela voz imediatamente ele olhou para trás. E para sua alegria era Yasmim! Eles correram um para o outro e abraçaram-se com muito carinho, olhando nos olhos do humano Yasmim acariciou-lhe o rosto e encostou seus lábios aos dele beijando-o.
 ***

 - Meu amigo olha o tamanho daquele vestido! Olha aquele pezinho, aquelas coxas... que delícia!
 - Fred! Não acredito! Olha só com quem ela está!
 - Ah não, não é possível, é o rolha de poço! Mas como??!!
 - Ela é muito gostosa, olha só, que pernas!
 - Vamos lá Betão, vamos só dar uma avaliada de perto.

Assim que Lucas entraram na estreita Pedro de Toledo, Fred e Beto apareceram.

 - E aí Lucas beleza cara? – Os dois chegaram cumprimentando-o normalmente, como nunca havia acontecido, Lucas olhou-os desconfiado.
 - Mandou bem na prova de Química eihnnn muleke! – Disse Fred, batendo em seu braço e depois perguntando – E esta, é sua namorada?
 Yasmim olhava para os dois assustada, sentindo o mal neles, naquele momento ela apertou a mão de Lucas um pouco mais forte.

 - É sim! Por quê? – Disse Lucas encarando-os.
 - Por nada Lucas... – virando-se para Yasmim Fred continuou - Prazer eu sou o Fred, amigo do Lucas – ele disse esticando a mão e sorrindo para ela.
Ela olhou-o resistente, mas depois soltando a mão de Lucas levou-a até a de Fred que rapidamente a segurou e puxou-a para si.

 - Uhmmm como você é cheirosa Yasmim – disse Fred sentindo seu cheiro e logo a mão por entre as pernas de Yasmim percorrendo suas coxas.

 Lucas foi para cima dele, porém Roberto segurou-o dizendo:
 - Calma Lucas, ele só está se apresentando para ela.
Sentindo os dedos de Fred encostarem em sua boceta Yasmim levantou sua perna e acertou uma joelhada diretamente no saco dele fazendo-o afastar-se urrando de dor. Em seguida segurou na mão de Lucas e disse:

 - Vamos! 

 Vendo-os correrem Roberto fez menção de pegá-los, porém Fred segurou o braço dele e disse:
 - Deixa eles irem Betão, vamos armar uma boa para eles e ainda vamos foder bem gostoso aquela vadia.

Depois de correrem bastante Lucas e Yasmim pararam ao lado da Fábrica antiga de sapatos, hoje desativada.

 - Vem cá, conheço este lugar. – Disse Lucas segurando a mão de Yasmim e levando-a para trás da fábrica onde havia uma passagem para o interior dela.
 - Pensei que somente eu poderia vê-la – Disse Lucas olhando-a.
 - Eu também, fiquei muito assustada ao perceber que aqueles garotos me viram. Algo está acontecendo comigo e não sei o que é, estou com muito medo.
 - Não fica assim, eu estou com você.

 Encostados em canto daquela imensa fábrica Lucas abraçou-a e olhando-a diretamente nos olhos disse:

 - Eu te amo Yasmim...

Yasmim sorriu e com os braços em volta do pescoço dele o beijou. As mãos de Lucas percorriam o corpo de Yasmim que ardia de desejo. Parando de beijá-lo, ela olhou-o nos olhos, sorriu, abaixou uma das alças do seu vestido e depois fez o mesmo com o outro lado. Seu vestido deslizou sobre sua delicada pele deixando-a completamente nua.

 Por alguns instantes Lucas ficou apenas a contemplar a sua nudez.
 - Você é linda... – ele disse olhando-a.

Ela aproximou-se do garoto encostou seu corpo nu ao dele e voltou a beijá-lo. Levando sua língua a boca dele ela brincava de forma ousada e provocativa. Ao pé do ouvido de Lucas ela fez um pedido dizendo “toque me...”. 

Lucas levou sua mão aos seios de Yasmim massageando-os com calma, a via fechar os olhos e morder os lábios sentindo muito tesão. Sutilmente ele deslizou sua mão até tocar a boceta dela sentindo-a molhada. Assim que Yasmim sentiu os dedos de Lucas tocar seu sexo ela deitou sua cabeça no ombro dele, sentia suas pernas perdendo as forças, logo começou a gemer baixinho enquanto os dedos dele massageavam seu grelinho.

 - Ei moleque! O que está fazendo aí?

Lucas olhou assustado e viu aquele homem vestido com uniforme vindo em sua direção.

 - Corre Yasmim! 

Mas assim que olhou para ela viu ela desaparecer de forma mágica, “Ufa! Ela conseguiu!!”, e antes que o segurança chegasse, Lucas saiu correndo e saiu da Fábrica.
 ***

*Ed. Vale dos Pássaros. Quinta-feira, Apto 1122, 20h30min

 - Aí Cláudia ele é demais, está tudo tão perfeito, ele é tão atencioso, carinhoso...
 - Que bom amiga! Você estava precisando encontrar alguém assim.
- É, precisava mesmo. Bom, Cláudia agora eu preciso desligar, tenho que tomar um banho e sair antes que esta chuva caia. Hoje não tenho carona, o Alex precisou ir à Taubaté acertar detalhes da sua mudança para São Paulo, pelo que disse só volta amanhã à tarde.

 - Uhmmm pelo jeito a coisa está séria, o homem está até se mudando para cá. – Risos, então Flávia respondeu – É está, mas acho que eu só fui um incentivo para algo que já estava acontecendo. Bom, agora preciso ir mesmo, beijo Cláudia...

 - Se cuida eihnnn Flávia e depois quero conhecer este médico gato.
 - Claro amiga e você vai adorá-lo, ele é hyper divertido.

 Após desligar o telefone Flávia olhou para o relógio, eram 20h30min, seu plantão no hospital começava as 22h30, apesar de estar próxima do hospital, lá fora as trovoadas já indicavam que uma forte chuva estava para cair e por isto sabia que precisava sair mais cedo.

Flávia entrou em seu quarto tirou sua blusinha, desfez seu sutiã jogou-o na cama e por último tirou sua calcinha ficando completamente nua. Antes de entrar no banheiro parou em frente ao espelho e olhou-se por um minuto pensando nos benefícios que Alex lhe trouxera. Desde o dia que o conhecera passou a se achar mais bonita, sexy e sentia sua sexualidade mais aflorada, sentia mais mulher e muito mais feliz.
***

Sentindo a água tocar sua pele Flávia fechou os olhos e imediatamente lembrou-se de Alex, de seu beijo, de seus toques, de seu sexo. De repente sentiu-o atrás dela, mordiscando sua orelha, seu pescoço, as mãos massageando seus seios e seu cacete enrijecido esfregando-se em sua bunda.
Flávia sussurrou baixinho, descendo sua mão até a boceta. Arrepiou-se de tesão, seus dedos passaram a estimular seu grelo, e gemendo baixinho Flávia sentia Alex penetrando-a até o fundo.
 ***

Desligou o chuveiro rindo de forma safada por ter gozado e se deliciado com aquela fantasia. “Uhmmm volta logo amor, olha só o que você me faz fazer”, ela disse com a cabeça encostada na parede do banheiro carregando um semblante satisfação e saudade.

Saindo do Box Flávia pegou sua toalha e começou a secar-se e neste momento a chuva começou a cair, era possível ouvir os fortes estrondos de relâmpagos e o barulho do vento.

 - Ai que droga! E agora como vou enfrentar esta chuva? – Dizia Flávia secando seu cabelo e indo para seu quarto.

Foi então que...

 - Quem…??!! Socorro!! Socorro!! Socorro!! – Gritou Flávia olhando aquele desconhecido parado no meio do seu quarto, sem camiseta apenas com uma calça branca de tecido fino molhada, o que desenhava perfeitamente o formato de seu corpo. Os gritos de Flávia foram todos abafados pela forte chuva e aquele homem de cabeça baixa, agora olhava diretamente nos olhos dela.
 - Quem é você? O que está fazendo aqui? – Perguntava Flávia desesperada, mas foi olhando atentamente para o rosto daquele que ela disse:

 - Não é possível, vo... vo... Você?


Continua...
*Conto escrito em Novembro/2011e reeditado em Novembro/2015
 
* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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