Translate


A Cidade do Pecado

Centro de São Paulo, 19h30min

Relâmpagos cortavam o céu da cidade quando aquela criatura pousou no alto daquele prédio fechando seu belo par de asas. E lançando seu olhar por todos os lados, se postava atento e vigilante. Mas não demorou muito e sua atenção foi desviada para o prédio a sua frente, especificamente a janela do apartamento 1122.

***

*Ed. Vale dos Pássaros. Apto 1122, 19h40min

Depois de um dia difícil no hospital, Flávia só queria descansar e relaxar um pouco. Saindo da cozinha trazia consigo uma caneca de chocolate quente, era sua bebida preferida para dias como aquele. Assim que chegou a sala um forte relâmpago clareou todo o ambiente e em seguida os estalos de sua janela batendo chamou sua atenção.

- Estranho, eu jurava ter fechado ela - Deixando sua caneca sobre a pequena mesa no centro da sala, Flávia dirigiu-se até a janela - Nossa, como o tempo virou de repente! – Disse Flávia olhando para as nuvens escuras que cobriam o céu da cidade.

Repentinamente aquele vento gelado lhe trouxe um certo alívio e fechando os olhos Flávia apreciou aquele instante que ao se juntar com algumas gotas de chuva que começava a cair parecia energizá-la completamente. Eis que ela sentiu aquele corpo encostar-se ao dela, aquelas mãos subindo até seus seios e aquela respiração refrescante em seu pescoço.

***

São Paulo, *The Lust Club, 20:00h


- Vem comigo gatinha, te farei sentir algo que você jamais sentiu em sua vida. – Ele disse ao pé do ouvido de Gabrielle e em seguida puxou-a pela cintura roubando-lhe um beijo com volúpia. Gabrielle soltou um breve sussurro e em seguida jogou seus braços em volta daquele homem que de forma impressionante elevava sua libido sexual.

Ao som das batidas de Sweet Dreams do Eurythmics as línguas se encontrassem carregadas de pecado, as mãos dele pelo seu corpo levavam-na ao êxtase.

- Vamos lá fora... - Ao ouvir aquele convite ao pé de seu ouvido, Gabrielle encarou-o nos olhos, sorriu e depois olhou para os lados a procura de seu noivo. “Se for rápido ele nem vai perceber” ela pensou e então segurando a mão daquele homem ela foi guiando-o uma saída na lateral, a saída que dava para um estreito beco ela já conhecia de outros momentos de loucura.

***

Flávia sentia aquelas mãos massagearem seus seios por cima de sua regata, os movimentos dele faziam-na empinar sua bunda e sentir aquele membro rígido pulsando em sua pele. Com a mão dentro de sua calcinha, ele estimulava-lhe o grelo, fazendo-a se contorcer em seus braços. E Flávia não se conteve, levou sua mão para trás e deslizou-a por toda extensão daquele membro, sentindo sua poderosa dimensão.

- Uhmmm delicioso... – sussurrou Flávia começando a masturbá-lo.

***

Beco ao lado do *The Lust Club


Gabrielle olhou para o céu notando os pingos de chuva disse:

- Uhmmm acho que irá cair uma tempestade, precisamos ser rápidos!

Encostando-se a coluna da boate e puxando-o para si, Gabrielle o beijava, estava louca para senti-lo dentro dela e a possuir sem escrúpulos. Erguendo-a contra parede ele a fez entrelaçar suas pernas ao corpo dele e num movimento rápido Gabrielle se via com seus seios nus diante dele e sua blusinha sendo arremessada para longe.

***

De frente para sua janela Flávia sentiu sua calcinha deslizar por suas pernas, até cair a seus pés.

- Quem é você? Por favor, me diga... – ela implorava – Orhhhh – Flávia urrou ao senti-lo abocanhar sua boceta passando a chupá-la com vigor. Abrindo um pouco mais suas pernas sentia aquela língua explorar toda sua boceta levando-a loucura.

***

- Aiiiiiiiii – gritou Gabrielle sentindo algo cortar seus seios – O que é isto?!! – Indagou Gabrielle entre gemidos enquanto sentia-o estocando-a com força. A fraca luz do poste apagou-se, e agora ela mal conseguia vê-lo, e ele nada dizia, apenas continuava a penetrá-la de forma feroz.

Colocando suas mãos sobre seus seios, Gabrielle notou um pequeno corte na parte de cima e escorria sangue – Ei, pare, eu estou... – tentou dizer Gabrielle, mas eis que garras pontudas tocaram os seios de Gabrielle fazendo a urrar de dor.

- Arrhhh!!! O que é isto!!? Quem você é??? – Perguntava Gabrielle desesperada, mas antes de conseguir obter qualquer resposta a boca daquela criatura tomou a de Gabrielle beijando com volúpia. “Esta língua...o que é?”, Gabrielle se questionava sentindo aquela coisa enorme e gosmenta adentrar sua boca.

Ela tentou se soltar, mas seu esforço era em vão, ele era incrivelmente mais forte. De um minuto a outro o corpo daquele homem começou a dar lugar a uma pele grossa, braços enormes e um pênis descomunal e que crescia dentro de Gabrielle fazendo a gemer intensamente.

***

- Uhmm isto... me faça sua... – disse Flávia sentindo aquele cacete adentrando sua boceta.

***

Gabrielle começou a gritar e apesar de seus gritos estridentes, ninguém a ouviu. Repentinamente escutou-se gargalhadas e ela pode ver presenciar algumas pessoas passando por aquele beco e olhando aquela cena. Mesmo percebendo que se tratava de usuários de crack que habitavam a região, Gabrielle implorou por socorro, mas nada conseguiu além de risos e olhares demoníacos.

Segurando-a firme a criatura penetrou-a ainda mais forte e ao mesmo tempo ria sarcasticamente. Em certo momento Gabrielle se calou, havia perdido suas forças e sua esperança, porém repentinamente ela sentiu uma forte energia tomar seu corpo e de uma forma estranha Gabrielle passou a sentir prazer e por impulso voltou a entrelaçar suas pernas ao corpo dele, e carregando em seus lábios um sorriso demoníaco disse – Me faça sua serva mestre da escuridão...

A criatura seguia penetrando-a intensamente até que finalmente gozou inundando Gabrielle com sua porra. Aos poucos Gabrielle sentiu sua visão ficar turva até se escurecer completamente nos braços daquele demônio que com seus dentes cravados em seu pescoço roubou-lhe a vida.

Meio a escuridão um jovem vampiro assistia toda aquela cena, “Não gosto destes caras, eles têm não estilo próprio...” ele dizia a si mesmo com um semblante irônico.

A chuva caia sobre o corpo desfalecido de Gabrielle que havia sido deixado no chão. Andando um pouco à frente, a criatura ainda saboreava o sabor do sangue daquela jovem, até que algo o fez parar e em seguida rugir de forma assustadora. De suas costas surgiram duas asas negras e instantes depois a criatura começou a gargalhar e repentinamente levantou vôo.

***

Do alto do prédio Miguel sentiu a presença de Azazel. Imediatamente seu olhar mudou de foco e numa velocidade extraordinária cortou o céu daquela cidade em direção a Azazel.

***

- O que está acontecendo comigo? - Flávia abriu os olhos e ao sentir aquele vento gelado fechou imediatamente a janela. Sua calcinha estava encharcada, seus seios pontudos, notou que se encontrava incrivelmente excitada. “De novo? Mas tudo parecia tão real, estou ficando louca? ”.

Há certo tempo Flávia começou a se questionar sobre aquelas sensações que se tornavam mais fortes a cada dia. Parecia sentir a presença de alguém ali com ela todas as noites, ou apenas a lhe vigiar por onde estivesse.

Pegando uma pequena almofada, Flávia ajeitou-a entre suas coxas, tentou relaxar, mas aquelas sensações não lhe saiam da cabeça. E assim bem devagar Flávia deslizou sua mão para dentro de sua calcinha até seus dedos tocarem sua boceta e de forma sútil começou a estimular seu grelo.

Mordia os lábios e fechava os olhos entregando-se aquele prazer e no mesmo instante que uma forte trovoada clareou seu apartamento Flávia levantou suas pernas e tirou sua calcinha jogando-a de lado.

***

No céu o som e o cintilar de espadas ecoavam pela cidade como trovões. Até que houve um intenso clarão, seguido de mais um horripilante trovão.

- Até quando irá resistir Miguel? – Dizia o demônio com dificuldade - O anjo nada respondia, sua mão envolvia o pescoço do demônio apertando-lhe forte contra a parede no topo daquele prédio.

- Sua protegida tem um corpo delicioso, não é? Eu mesmo já tive a chance de admirá-la deitada em sua cama – o demônio provocou-o.

- Não ouse se aproximar dela! – Respondeu Miguel. Seus olhos brotavam xamas de um brilho intenso demonstrando toda sua fúria.

Mas o demônio continuava a rir e zombar do anjo. Foi então que Miguel direcionou sua espada para o demônio, só que antes que ele pudesse lhe ferir o golpe viu os olhos Azazel tornaram-se totalmente negros e em seguida um forte golpe contra sua armadura o fez voar há alguns metros dali.

Ao recuperar-se o anjo pairou no ar em posição de combate e olhou para o demônio sem entender de onde havia surgido tamanha força, sempre fora superior ao demônio.

***

“Uhmmm, uhmmm...”.

Flávia seguia tocando-se com intensidade, mordia os lábios e tinha dois de seus dedos em sua boceta. Com a outra mão massageava seus seios apertando-os com muito desejo.

***

Azazel continuava a gargalhar olhando o anjo - Não está entendendo nada não é meu irmão. Mas fique tranquilo, te explicarei.

- Não me chame de irmão!

- É simples Miguel, sabemos muito bem da regra, onde os anjos não podem se apresentar aos seus protegidos, que devem apenas guardá-los em segredo, ou seja, estão proibidos, paixões, desejos carnais e etc... – Dizia Azazel andando de encontro ao anjo e continuou - É Miguel, conheço muito bem as regras, eu estive lá e por isto pedi demissão e vim para cá, aqui é muito mais divertido – dizia Azazel sarcasticamente - aqui obtenho o prazer da carne, da luxúria e me alimento dos pecados dos humanos, nada mais justo certo?

O anjo nada respondia, apenas encarava-o nos olhos.

- O fato é que a cada anjo que se perde, nós demônios ficamos mais fortes e ainda ganhamos certas liberdades...

- Arhhh! Não ouse...

***

- Ahhhhh!!

Flávia contorcia-se no sofá chegando ao ápice. Sentia seu grelo inchado, sua respiração ofegante e suas pernas sem forças de tanto tesão. Tirando seus dedos de sua boceta ela os levou até sua boca e provou seu gosto, o gosto do seu próprio prazer e sorria.

***

- Ora, Miguel, muitos admiram o seu potencial como guerreiro e protetor, mas você precisa viver meu irmão, sentir o gosto do pecado. Enquanto ouvia as palavras do demônio, um filme passava-se na cabeça de Miguel, lembrou-se de Flávia, de seu corpo, se sua boca, e desejou-a.

E o demônio continuava a lhe confundir.

- Venha Miguel junte-se a nós, assim você poderá ter a humana que quiser ou em fim poderá sentir o sabor de sua protegida. Vamos! Basta se ajoelhar diante de mim, com este humilde gesto te darei a verdadeira liberdade e desfrutaremos juntos dos prazeres da minha cidade, a cidade do pecado.

Continua...
*Conto escrito em Novembro/2011e reeditado em Novembro/2015
 
* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

** Participe deixando seu comentário no campo abaixo!

2 comentários:

  1. Morar numa cidade pecaminosa assim, é mesmo um êxtase eterno!
    Bj Sr. Dante

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Creio que todos nós moramos numa cidade como está, talvez não tenhamos descoberto seu lado mais obscuro ...

      Excluir

O que achou deste conto? Expresse a sua opinião comentando neste campo. O comentário pode ser feito até como Anônimo, basta selecionar a opção no campo abaixo (Comentar como:).

 

Quem sou eu...

Minha foto

Quero compartilhar através de minha escrita um devaneio de sensações, sentimentos e desejos. Sejam bem vindos e apreciem sem moderação.

Qual o seu Sexo?

Contato como o autor:

Nome

E-mail *

Mensagem *

O que achou do Visual deste Blog?