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Domínio III (Final)

- O que você quer de mim!!! – gritou Amanda. No mesmo instante uma canção começou a tocar fazendo-a lembrar-se daquela caixa de música deixada na porta de sua casa em seu aniversário de 18 anos. Ela nunca soube quem a deixou, mas lembrou das palavras deixadas naquele bilhete anônimo “Você ainda será minha...”.

Amanda começou a chorar.

- Ora não chores meu amor, não gostou do presente?
Ela arrepiou-se ao ouvir aquela voz.
- Me deixe em paz! Me solte! – Amanda gritava desesperadamente.
-  Sempre quis que fosse somente minha, mas você nunca me olhou, sequer me dava atenção. Assim que mudamos daquele bairro eu prometi a mim mesmo que um dia você ainda seria somente minha.
- Você é louco!! Quem é você?

- Louco eu? Não me chame assim, sou apenas um homem apaixonado. Em todas minhas vítimas eu via você, as dominavam como se estivesse dominando você. Venho acompanhando sua vida e eu sabia que um dia você viria até mim. 
E foi então que me deparei com você investigando meus casos, tudo ocorria conforme planejado. Só que tudo isto começou a me deixar ainda mais... excitado, e resolvi brincar um pouco com você. Só que agora, você está aqui... somente minha, seremos um casal muito feliz.

Sentindo-o andar de um lado a outro bem atrás dela, Amanda tentava prever o que ele que estaria tramando pra ela.

- Meus homens irão me encontrar, você vai ver, seu... Não! Não! – Amanda desmaiou assim que sentiu a essência de Clorofórmio em seu nariz.
...

Amanda acordou, abriu os olhos e havia apenas escuridão. Se viu deitada em um chão frio e úmido completamente nua com exceção de um cinto que lhe era amarrado na cintura e pressionava seu sexo.

Levando a mão a frente sentiu um metal e ao tateá-lo percebeu que se tratava de uma porta. Continuou a tatear e sentiu as paredes, e foi assim que se deu conta que estava presa em uma pequena cela. Amanda gritou, esmurrou o portão diversas vezes até que perdeu as forças, viu que nenhuma atenção foi lhe dada, então sentou-se no chão e passou a chorar.

Três horas depois Amanda estava encolhida em um canto suando frio, sentia vontade de urinar, mas não conseguia, entendia o objetivo daquele cinto. Tremia sentindo desespero, até que a portão abriu-se; a luz que entrava ofuscava seus olhos deixando-a cega.

Assim que recuperou parcialmente a visão avistou aquele homem entrando na cela, não conseguia enxerga-lo da cintura pra cima, a luz ainda não deixava. Amanda ajoelhou-se e agarrou-se os pés dele e passou a chorar suplicando: 

- Por favor, diga o que você quer de mim??!! Deixe urinar, por favor...

Segurando-a ele colocou em seu pescoço uma coleira com uma corrente presa nela, depois começou a puxá-la como um animal domesticado.

- Olhe somente para o chão, não ouse olhar para cima, fui claro?

Amanda apenas arqueou a cabeça pra frente concordando com a situação. 
Segurando a corrente ele foi levando-a até o fundo do quintal. O tempo estava fechado, garoava e ele foi fazendo-a engatinhar sobre a lama. Até que Amanda não conseguiu suportar mais e deslizou no chão, em seguida segurou as pernas dele e implorou para que lhe tirasse o cinto.

Vendo o estado de Amanda ele soltou uma gargalhada sádica e depois abriu o cinto com uma chave.

- Vai minha cachorrinha, faça suas necessidades...

Amanda desfez-se urinando ali mesmo, a chuva começou a engrossar e enquanto urinava seus olhos chegavam quase a virar. Ele a olhava admirando a cena, e ao olhar aquela pele clara e tão frágil não resistiu, desfez o cinto de sua calça e passou a golpear sem piedade as nádegas de Amanda, fazendo-a urrar de dor.
...

 - Vamos não tenho o tempo todo... – disse voltando a puxá-la pela corrente -  Ande! – falou rispidamente lhe acertando novos golpes e marcando-a sua bunda.
Levou-a novamente para cela e antes de fechar a porta deixou um prato no chão com uma refeição e avisou-a que a refeição dela estava ali. Depois voltou a trancafia-la, deixando-a sozinha na escuridão.
....

“Já fazem 20 dias que a Detetive Amanda Aguiar está desaparecida. A Polícia acredita que ela foi raptada pelo responsável aos ataques na região dos Lagos e que Amanda investigava a 3 meses. Empenhada no caso a Policia solicita ajuda da população sobre qualquer informação sobre o paradeiro de Amanda. Mais notícias amanhã no jornal das 10h. Obrigado e boa noite.”
Rodrigo assistia na sala de seu apartamento ao jornal, lembrava-se de Amanda. Levantou-se para pegar uma cerveja na cozinha, estava pensativo.
...

 - Uhmmm boa menina, isto mesmo.
Amanda encontrava-se vendada enquanto fazia sexo oral naquele homem que a fizera de sua escrava. Ela chupava seu pau intensamente enquanto a TV pronunciava a matéria sobre o seu desaparecimento, Amanda não teve nem raciocínio o bastante para perceber aquilo. 

Imersa totalmente naquele universo Amanda tratava de satisfazer todas as vontades de deu Dono e quando acabava resistindo a fazer algo, sofria com castigos a base de chicoteadas, palmatórias e isolamento.
...

- Este é o momento de encontrá-la.... Aí aproveito e mato aquele pervertido.

Certamente vou ganhar algumas premiações com isto. Imediatamente Rodrigo pegou seu Smartphone e começou a buscar pelo sistema da polícia o paradeiro de seu carro.
...

Cordas rodeavam o corpo de Amanda, estava vendada, suas pernas amarradas para trás e uma máscara mantinha uma pequena bola de borracha presa em sua boca. E foi assim que Amanda passou toda aquela tarde.

Ao anoitecer o Sádico entrou e lhe tirou-lhe a máscara e soltou as cordas.
- Tire a venda e saia do quarto, estou aguardando-a na sala – ele disse e saiu.

Amanda começou a levantar-se devagar recuperando-se aos poucos.

Estranhava a atitude de seu Dono ao lhe permitir sair livre, pois normalmente era guiada pela casa como um animal. Antes de sair olhou para todos aqueles objetos de tortura pendurados, um calafrio percorreu todo seu corpo ao lembrar das inúmeras vezes que esteve submetida aqueles objetos.

Começou a sair do quarto e pelo corredor andava insegura com que ele estaria preparando a ela, até que chegou a sala e o viu de costas sentado na poltrona. Amanda só conseguia ver parte de sua cabeça, careca. Com as batidas de seu coração ficaram mais fortes, após alguns segundos ela começou a dar alguns passos em direção a ele, estava apreensiva, finalmente iria ver os traços de seu Dono. 

Mas antes que ela chegasse...

- Mais nenhum passo. – Amanda parou – Quero que tome um banho, e vista-se com a roupa que está em uma caixa no banheiro, teremos uma noite diferente.
- Sim, tudo bem.
- Ah! Deixe a porta do banheiro aberta.

Amanda caminhou pela casa, não sabia onde era o banheiro pois desde o primeiro dia ele nunca a deixou usá-lo, era sempre levada a algum lugar onde fazia suas necessidades.

Ao encontrar o banheiro, ficou encantada ao ver uma banheira com diversas pétalas de rosas sobre a água, havia também diversos óleos, sabonetes e Shampoos. Sem pensar duas vezes entrou na banheira e começou a banhar-se. Um alivio percorreu sua alma, a dias não tomava um banho como aquele, normalmente ele a lavava com uma bucha tratando-a como um animal domesticado.

Passados alguns minutos Amanda escutou passos, então sentiu a presença dele parado ali na porta.

- Continue... e sem olhar para a porta... – disse o Sádico.
Ela voltou a banhar-se. E agora o fato de ter um homem olhando-a daquela forma a excitava muito. A partir de então passou a fazer tudo de forma muito mais sensual. 

Levantava sua perna esticando seu pezinho no ar, deslizava o sabonete por sua perna, depois passou a massagear seus seios sentindo muito tesão sussurrando em voz baixa. Apesar do medo se ser repreendida, pois normalmente só gozava com a autorização de seu Dono, Amanda começou a massagear seu sexo. Fechava os olhos e tocava-se imaginando aquele homem dominando-a e fazendo um sexo intenso e forte.

Amanda gozou, respirava ofegante. Sem querer ela desviou o olhar para a porta desobedecendo à ordem de seu Dono, porém para sua sorte ele não viu, e por sua vez Amanda apenas conseguiu constatar que ele guardava seu sexo dentro da calça. Ela sorriu, gostou de saber que ele provavelmente se tocava enquanto a olhava.  

- Assim que terminar vista-se e desça... – ele disse fechando a porta e saindo.
Minutos depois ela estava pronta. Ainda no banheiro olhava-se no espelho e se via em um belo vestido vermelho justo que ia até os joelhos, havia um decote que deixavam suas pernas mais expostas e sensuais e outro que mantinham seus seios extremamente provocantes.

Assim que abriu a porta do banheiro avistou um salto alto preto, lembrou-se dos seus ex-namorados, e de como eram incapazes de surpreendê-la, acabavam sempre vindo com os mesmos presentes e os mesmos discursos. Agora se via surpreendida, achando a ideia de ser vestida daquela forma por um homem, desde a lingerie até os saltos.

Antes de vestir os sapatos ajeitou seu cabelo atrás da orelha, e foi ao inclinar-se para vestir os saltos que notou o estado do corredor e ficou admirada ao ver diversas pétalas de rosas vermelhas espalhadas por todo o chão. 
Assim que terminou de colocar os saltos Amanda foi caminhando devagar, havia também velas espalhadas em alguns pontos deixando o clima ainda mais exótico e sedutor. 

Quando chegou a sala, tudo estava diferente, rosas pelo chão, algumas velas e uma pequena mesa no centro com duas cadeiras. Sobre a mesa estava um champanhe no balde e duas taças. Ele estava de costas para ela e terminava de espalhar pétalas de rosas pelo chão, estava vestido uma calça social preta, uma camisa branca e descalço. Uma música italiana soava bem baixo terminando de deixar aquele cenário ainda mais atraente.

Ele ainda não tinha notado sua presença. Olhava-o, curiosa para ver o rosto de seu Dono, e por quem ela acabou se apaixonando depois daqueles intensos e excitantes dias. 

De repente a porta da sala abriu-se violentamente e ouviu-se um forte estalo que fez Amanda fechar os olhos. E instante seguinte quando abriu os olhos viu seu Dono caído no chão. Em sua direção Rodrigo vinha empunhando uma arma, pegando-a pelo braço e puxando-a. Tudo parecia acontecer em câmera lenta, não escutava nada, até que começou a gritar desesperadamente:

- Não, não, não! Porque você fez isto??!!

Amanda passou pelo sádico que estava deitado no chão sobre uma poça de sangue e foi levada a força por Rodrigo sem deixa-la ver o rosto dele e socorre-lo. Rodrigo a levou para fora, enfiou um forte tapa no rosto de Amanda encarando-a firme e depois a empurrou para dentro do carro.

Amanda chorava no banco de trás, dizendo “não, não, não...” o tempo todo. 
Rodrigo a deixou no principal Hospital da cidade, e ali mesmo convocou a imprensa para comunicar que a Detetive Amanda havia sido encontrada. Relatou à imprensa que ela havia sido encontrada através de uma denúncia anônima. Que se encontrava em uma casa abandonada a 400 km da cidade, trancada em um cativeiro e que possivelmente era submetida a abusos sexuais. Finalizou dizendo que a encontrou aparentando sérios danos mentais e que naquele momento ela passava por uma avaliação de médicos.

Uma semana depois...

Amanda entra em uma ambulância totalmente sedada e usando uma camisa de força. Há alguns metros dali Rodrigo e o Dr. Mauro conversavam.

- Bom doutor, acredito que isto seja o bastante para manter Amanda nesta situação pelo tempo que eu quiser – disse Rodrigo entregando um malote ao Doutor.

Dr. Mauro o encarou sobre seus óculos e olhou para as notas no malote.

- Sim, é o bastante...

Cinco minutos depois a ambulância partiu para o *Centro Psiquiátrico Magalhães Pinto, a 630KM de distância.

Após cerca de sete horas de viagem, a ambulância parou em frente ao Centro Psiquiátrico. Os enfermeiros locais logo vieram seguindo todo o procedimento, colocaram Amanda em uma maca e a levaram para o interior do Centro. Logo após a entrada Dr. Sebastian já os aguardavam.

- Esta é a paciente? – Perguntou Dr. Sebastian.
- Sim – respondeu Dr. Mauro entregando-lhe outro malote.
- Muito bem Dr. Mauro, sua paciente terá um ótimo acompanhamento por nossa equipe.

Dr. Sebastian chama uma enfermeira que passava por ali e pediu para que levasse a paciente para o Quarto n° 13. A enfermeira olhou para Amanda desacordada, e depois para Sr. Sebastian que naquele momento a encarava com severidade. Miriam lembrou-se da última paciente que viu entrar para naquela sala. Era uma bela mulher, mas estranhamente ela sumiu e nunca mais se ouviu falar dela, ou de seu paradeiro. Lembrou-se que em algumas noites era capaz de ouvir gritos de desespero vindo daquele quarto.

Enquanto caminhava pelo corredor levando a paciente encontrou um enfermeiro. Mal se conheciam, ele era um novo por ali e normalmente era de poucas palavras. Miriam não se lembrava de ter conversado com ele. Ele lhe perguntou onde ela estava indo e Miriam respondeu que ao Quarto 13.
Demonstrando ser muito prestativo, o enfermeiro se ofereceu para levar a paciente e Miriam não pensou duas vezes, prontamente aceitou.

O enfermeiro adentrou ao Quarto 13, o lugar cheirava a mofo, o pessoal da limpeza não costumava passar naquele quarto devido às lendas que ele carregava. O enfermeiro olhou Amanda amarrada na camisa de força, suas pernas e seu sexo estavam expostos e imediatamente excitou-se a vendo naquela situação, “Uhmmm, ela é deliciosa, como um negocinho deste pode estar aqui...”.

Certificando-se que estava sozinho, tirou seu sexo enrijecido para fora. Ajeitou o corpo de Amanda para o lado, abriu lhe as pernas e segurando seu cacete começou a roça-lo na boceta dela. Até que ele ouviu passos, e rapidamente ajeitou-se e arrumou a paciente.

Dr. Sebastian apareceu na porta do quarto, encarou-o rigidamente causando certo terror no enfermeiro.

- Eu disse para a enfermeira Miriam trazer a paciente e não você, o que está fazendo aqui?

- Desculpe doutor, é que eu já vinha para este setor repor o estoque de soro, então resolvi ajudá-la e me ofereci para trazer a paciente.

Dr. Sebastian o encarava friamente, mas para sorte do enfermeiro sua atenção foi logo redirecionada ao notar um leve suspirar de Amanda.

- Agora vá, diga aos enfermeiros que não quero ser interrompido – disse rispidamente Dr. Sebastian.

- Tudo bem doutor.

Dr. Sebastian fechou a porta e as persianas da sala. Foi até Amanda e arrastou sua cama para o centro da sala. Acionou um interruptor e uma forte luz acendeu-se acima de Amanda. Ela abria os olhos devagar sentindo-se totalmente cega devido aquela luz. Por uns minutos nada aconteceu, até que sentiu a camisa de força ser retirada cuidadosamente. 

Depois de tirar a camisa de força, Dr. Sebastian ficou em pé ao seu lado, admirando aquele corpo, sua mão subia dos pés, passando pelas coxas e por fim massageando o sexo de Amanda fazendo-a soltar um breve sussurro.
Afastando-se por alguns minutos, Dr. Sebastian subiu em cima da maca já completamente nu, encaixou-se entre suas pernas de Amanda, ajeitou seu membro e então a penetrou profundamente.

Amanda arqueou o corpo ao sentir sendo invadida, queria resistir mas não tinha forças.  Até que veio aquela voz no ouvido:

- Fique calma, vai ficar tudo bem, eu voltei para cuidar de você...

O corpo de Amanda estremeceu-se por completo ao ouvir aquela voz, e no mesmo instante ela envolveu seus braços ao corpo dele e o beijou com volúpia. 
E assim o laço finalmente selado e Amanda pode se tornar escrava de seu homem, de sua paixão, de seu fetiche, de seu sádico...

*** Conto escrito em Setembro/2010. Reeditado em Janeiro/2015.

** Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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