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Donos da Noite - A Origem

Bélgica – Bruges, 28 de Janeiro de 1644

Em meio a escuridão Baltazar observava aquela jovem dançar em seu quarto. Seu corpo era delicado e frágil, mas ao mesmo tempo incrivelmente sensual, seus cabelos vermelhos pareciam ter o poder de hipnotizá-lo.

- Selene venha jantar!!
- Estou indo mãe!       
    
Antes que saísse de seu quarto Baltazar a viu caminhar até à janela a qual ele a olhava, estranhamente parecia olhá-lo diretamente nos olhos, em seguida sorriu e fechou a janela

França - Paris, 17 de Julho de 1742

- Espero que eu seja a dona destes teus pensamentos – disse Ayeska ao chegar à cozinha.
- Só estava pensando em...
- Eu sei... Baltazar... - respondeu Ayeska abraçando-o por trás.
- Desde Bruges que ele não é mais o mesmo, desobedece minhas ordens e agora simplesmente desaparece. Eu lhe apresentei os prazeres do mundo e ele me devolve com ingratidão.

- Esqueça isto Dante, eu sempre estarei ao seu lado; meu criador, meu mestre e meu amante – dizia Ayeska mordiscando lhe a orelha – vamos voltar para a cama – completou levando sua mão até o sexo de Dante e masturbando-o.

- Ei vocês não veem?

- Você a transformou?!! – indagou Dante vendo aquela mulher de corpo nu que minutos atrás ele pode saborear o sexo e seu sangue com tanto vigor.
- Ah amor! Parece que eu gostei mais do seu presente do que você– disse Ayeska aproximando-se dela, tomando-a em seus braços e por fim beijando-a com volúpia – Já até escolhi um nome para ela, será Princess Kitty, ela será nosso bichinho de estimação – completou Ayeska.

- Miauuu... – disse Kitty com um sorriso safado, enquanto se entreolhavam e riam com semblantes incrivelmente sombrios.

Bélgica – Bruges, 12 de Fevereiro de 1644

- ... era um homem muito distinto, educado e procurava por Edgar Becker, eu apenas disse a ele que Edgar havia se mudado a cerca de três meses.
- Mas precisava trazê-lo para dentro de casa? Ainda mais pelo horário! O sol já havia se posto!
- Ele só me pediu um copo de água, como me passou muita confiança, convidei-o para entrar, e ele apenas tomou a água, foi muito cortês conversando um pouco comigo e com Selene e depois partiu. Certamente não se trata de uma má pessoa, eu sinto isto.

- Raquel, não podemos confiar em ninguém, ainda mais com estes desaparecimentos que estão ocorrendo. E não sei, não ando com um bom pressentimento. Precisamos ter o máximo de zelo, pois nossa filha cresceu, é uma bela jovem e anda atraindo muitos olhares.

A porta do quarto de Selene encontrava-se entreaberta, minutos atrás ela estava a escutar a conversa dos pais, mas agora, Selene encontrava-se deitada em sua cama sentindo-o penetrando-a profundamente fazendo-a se contorcer de tanto tesão.

Enquanto ele a penetrava sem parar, volta e beija encosta seus lábios ao dela e a beijava com volúpia. Selene o olhava com desejo, clamando por mais e a cada minuto que passava as estocadas tornavam-se mais fortes e intensas.

Espanha – Madri, 27 de Setembro de 1853, Baile de Máscaras.

- Uhmmm, existem muitos garotos aqui – disse Kitty ao entrar naquele imenso salão.

- Controle-se Kitty!! – disse Ayeska ao beliscá-la sorrindo para os garotos que mexiam com elas enquanto caminhavam pelo salão – Vamos nos divertir, mas sem deixar que descubram os corpos, desta forma vamos aproveitar muito mais. O plano é seduzir os jovens, brincar com eles e depois saborear o seu delicioso sangue – completou Ayeska.

- E nosso mestre? – perguntou Kitty.
- Ele esta com a filha do prefeito, eu acho que hoje ganharemos mais uma irmã – respondeu Ayeska empolgada.
...

- Arhnnn... – ela sussurrava enquanto cavalgava naquele cacete que pulsava dentro de sua boceta.

Segurando-a pela nuca Dante a trouxe para ele e a beijou com fervor. Depois deslizando seus lábios sobre o rosto de Perséfone ele disse em seu ouvido - A partir de agora seu nome será Perséfone e eu serei o seu mestre.

- Estou com fome... – sussurrou Perséfone rebolando sobre o cacete de seu mestre.
Dante sorriu ao notar o olhar sedento de Perséfone para as criadas amarradas e amordaçadas ao canto daquele quarto.

- Muito bem, acho que já sabe o que fazer... São todas suas...

Bélgica - Bruges, 20 de Fevereiro de 1644

Da janela de seu quarto Selene avistou um vulto passar, sabia que havia alguém ali. “É ele... eu sinto. Venha... estou aqui...”, ela dizia em seu pensamento enquanto se despia em frente à janela. Eis que repentinamente sentiu-o encaixando-se ao seu corpo nu. Selene suspirou, em seguida ajeitou seu cabelo deixando seu pescoço livre.

- Por favor, faça... quero ser eternamente sua... Me transforme – dizia Ayeska meio a sussurros sentindo aquele cacete adentrar sua boceta.

- Claro meu amor...

Selene sentiu um calafrio percorrer seu corpo ao ouvir aquela voz e sem tempo hábil para questionamentos, sentiu aqueles dentes sendo cravados em seu pescoço fazendo-a desfalecer em segundos.
....

- Baltazar? – indagou Dante sentado em sua poltrona.
- Sim, meu irmão, em que posso ser útil?
- Tenho percebido que você tem estado um tanto distante e desatento aos nossos objetivos aqui em Bruges.
- Me perdoe se passei esta impressão meu irmão, graças ao senhor tenho deslumbrado dos prazeres da escuridão, e sou muito grato por lhe servir.
- Espero que seja apenas impressão mesmo Baltazar – disse Dante olhando-o nos olhos - De qualquer forma gostaria que conhecesse a minha eterna amante, Ayeska...

Um calafrio percorreu o corpo de Baltazar ao sentir o poder daquela criatura aproximando-se por trás dele, e a cada passo que ela dava Baltazar sentia suas forças se esgotando e quando ela passou por ele, Baltazar já encontrava-se ajoelhado no chão.

 “Não... não, não! Ela não!!!”, Baltazar gritava em seu íntimo enquanto a via sentar-se ao colo de seu irmão e beijando-o com desejo.

- Ayeska, este é meu irmão Baltazar, ele caminhará conosco pela escuridão...
- Olá Baltazar... – dizia Ayeska olhando-o nos olhos.
O vermelho de seus cabelos havia se tornado ainda mais intenso, e toda aquela pureza havia dado lugar a luxúria e a escuridão.

Espanha – Madri, 01 de Janeiro de 1853

- O que aconteceu aqui? – perguntou-se Dante ao ver sua mansão praticamente destruída, os quadros no chão, os carpetes rasgados, a imensa mesa que já serviu verdadeiros banquetes encontrava-se quebrada ao meio.
Estranhamente Dante sentiu sua força sendo-lhe sugada – Não! Não! O que está acontecendo?

Ouviu vozes.

Segurando-se nas paredes Dante chegou até o salão principal e imediatamente avistou Baltazar estocando seu membro com certa dose de violência em Ayeska que se encontrava deitada sobre uma mesa com os braços amarrados acima da cabeça.

Ao redor de Baltazar e Ayeska encontravam-se homens encapuzados, suas vestimentas eram pretas e semelhantes às de monges. Também havia um pentagrama desenhado no chão e estes homens ficavam em torno dele invocando orações em línguas demoníacas.

- Olá meu irmão!! – disse Baltazar meio a gargalhadas e estocando Ayeska cada vez mais forte.

Dante caiu ajoelhado, estava completamente sem forças. Olhando para sua direita avistou Perséfone e Kitty rodeadas pelos capangas de Baltazar que usavam-nas sem pudor algum numa intensa orgia.

Viu aproximando-se dele outros homens de sua própria espécie que aos comandos de Baltazar tinham como finalidade acabar com ele.

- Ayeska... não!!! – gritou Dante ao ouvir o choro dela ao Baltazar cravar seus dentes ao pescoço dela.

Naquele momento as orações dos monges ganharam maior entonação.
- Me soltem seus desgraçados!! – gritou Dante dominado pelos capangas de Baltazar.

De repente as lágrimas de Ayeska cessaram e o choro dava lugar a gemidos, seus olhos começaram a ficar completamente negros. Segurando-a pela nuca Baltazar a trouxe pra si e a beijou, e Ayeska correspondeu ao beijo demonstrando intenso desejo e perversão.

- Ah, ah, ah, agora ela é minha, meu caro irmão, somente minha... – disse Baltazar estocando-a com fervor. Ayeska olhava para Dante com um semblante demoníaco, havia perdido a essência que ela representava para ele.

- Não!!! – gritou Dante sentindo ódio, ao notar que sua força havia parcialmente retornado, sem esforço conseguiu se soltar dos homens de Baltazar. E com seus olhos marejados de lágrimas Dante correu até Ayeska e assim que chegou até ela cravou sua espada em seu coração.

- Dante??!! – Ayeska havia voltado, mas logo em seguida se desintegrou em cinzas.

Baltazar gargalhava sadicamente, até que sentiu a pesada mão de Dante golpear seu rosto.

Os homens de Baltazar vieram para cima de Dante, mas com golpes rápidos Dante conseguiu eliminar parte deles, e fez a outra correr. E assim que virou-se para acabar com Baltazar, o mesmo já não se encontrava ali, havia desaparecido.


A partir daquela noite tudo havia mudado. Dante e Baltazar ainda irão travar uma batalha épica alimentados pelo eterno desejo de vingança.

** Dedicado a grande escritora Ayeska. Seu trabalho pode ser visto em http://contoseroticosdeayeskaeamigos.blogspot.com.br/

** As personagens Kitty e Perséfone são inspirações reais. É possível conhecer Kitty através de seu blog http://www.miadosbdsm.com/, Perséfone possui blog, porém fechado a convidados.

** Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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1 comentários:

  1. ehhhh tem mais? por que nossa, vai atiçar a curiosidade alheia lá em casa.. estas doido... J

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