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A Submissa

- Está com medo?

Ajoelhada no meio da sala com uma venda nos olhos e seus punhos amarrados para trás de seu corpo completamente nu, Luciana começava a se sentir angustiada, estava naquela posição há pelo menos uma hora aguardando ansiosamente uma ordem.

Ouviu seus passos, e passou a senti-lo andar em sua volta, em silêncio, conseguia sentir o olhar dele percorrendo cada parte de seu corpo.

- Mas talvez devesse... – ele disse usando aquele tom sádico que por vezes deixava Luciana na dúvida da total lucidez daquele homem.

 “Há quanto tempo estou aqui?... Que horas são?”. Desde que chegou aquele apartamento a venda não foi lhe tirada nenhuma vez, o que a fez perder totalmente a noção do tempo. Encontrava-se totalmente dominada por aquele homem.

De repente um pingo de cera quente tocou suas costas, em seguida outra a fazendo se contorcer de dor.

Em torno dela ele andava com uma vela mãos derramando a cera quente e fazia isto carregando um semblante sombrio, deliciando-se com a bela visão que Luciana lhe proporcionava.

Os pingos de cera cessaram.

Luciana ouviu os passos dele distanciando-se novamente, “Onde ele foi? O que irá fazer?”. Um turbilhão de pensamentos inundava sua mente toda vez que ele finalizava uma sessão e se distanciava. Luciana tentava prever o tempo todo o que ele iria fazer, qual seria a próxima ordem. Mas suas ações eram sempre imprevisíveis, e aquilo fazia aumentar ainda mais o seu prazer.

Depois de ouvir atentamente o som do zíper da mochila dele abrindo, notou que ele aproximava-se, em seguida sentiu uma coleira fechando-se em seu pescoço.

Seus punhos foram soltos.

– De quatro sua cadela! – em seguida o peso daquele chicote ressoou pelo apartamento ao acertar a bunda de Luciana fazendo sua pele arder.

Segurando uma corrente ele foi fazendo a caminhar como uma cadela pelo apartamento até que se sentou no sofá da sala e ligou a TV.

– Venha, chupe meu pau e só pare quando eu ordenar – disse enquanto a puxava colocando-a entre suas pernas. Sem pestanejar Luciana segurou aquele cacete e primeiro acariciou-o, excitou-se ao sentir as veias pulsarem em sua mão, e obedecendo a ordem de seu Dono o colocou entre lábios e passou a chupá-lo com volúpia.

Enquanto chupava-o lembrava-se de como tudo havia começado. As conversas no MSN, mais tarde sexo por telefone e conversas safadas e divertidas. Ele fazia-a descobrir desejos até então desconhecidos, e junto crescia um sentimento muito maior do que o puro desejo carnal.

Luciana continuava a chupá-lo, com muito desejo, totalmente submissa, e estar à mercê dos desejos daquele homem lhe trazia muito prazer.

- Agora se levante cadelinha e cavalgue sobre meu pau até me fazer gozar. E você... Está proibida de gozar.

- Ah não, por favor... Eu não...

- Cala boca! – ele gritou dando um forte tapa em seu rosto – por acaso eu te dei permissão para falar! Eu te dei uma ordem e você irá cumprir porque você é minha escrava... minha cadela – disse encaixando sua boca a dela e beijando-a com tesão enquanto apertava-lhe a bunda com vontade – será que fui claro?

- Sim.
- Quem é o seu dono?
- És o Senhor, Dante.

Depois de ajudá-la a se posicionar sobre o corpo dele, ele tomou-a em seus braços e segurando firme seu cabelo a beijou novamente. Suas línguas entrelaçavam-se em um beijo repleto de entrega, tesão e paixão. Ao mesmo tempo Luciana segurava seu pau e ajeitava-o em seu sexo depois o fazendo deslizar com facilidade para dentro de sua boceta.

Luciana incrivelmente excitada cavalgava com vigor sobre o pau de seu Dono. Envolvendo os braços ao corpo de Luciana e prendendo-a junto de seu corpo, Dante começou a estocá-la ao mesmo tempo em que ela cavalgava aumentando ainda mais a intensidade das penetrações. Luciana gemia intensamente, tentava controlar-se para não gozar e assim desobedecer a seu dono.

Esforçando-se para manter o controle, sentia que vê-la gozar era justamente o que ele queria, pois as estocadas atingiam exatamente o ponto em que a levava a loucura, o que era um fator muito curioso, pois apesar do pouco tempo juntos Dante parecia ter debaixo do travesseiro um manual de instruções de seu corpo, ele conhecia muito bem todos os pontos que a faziam explodir de tesão.

E foi assim que Luciana não suportou mais, suas pernas começaram a tremer, o suor escorria por seu rosto e gozava como jamais havia gozado em sua vida.

- Não, não, não... Você me desobedeceu e agora sofrerá as consequências...

- Me perdoe meu senhor, eu não pude...
- Cala boca! – ele disse a puxando pelo cabelo e fazendo-a ir para o chão – agora você vai aprender o que acontece ao desrespeitar as ordens de seu dono.


*** Conto escrito em Dezembro/2012. Reeditado em Novembro/2014.

** Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

1 comentários:

  1. Adoro este clima, cenário adorei a cena
    Martha

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