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Butterfly

São Paulo, Quarta-feira, 06h30min, Sentada no assento do metrô Renata tinha o seu olhar voltado para a janela que não mostrava nada além da escuridão do túnel.

“Nossa nem parece que é feriado...”, pensava enquanto observava as pessoas no vagão até que seu olhar deu de encontro ao de um homem de mais ou menos 65 anos que a encarava de cima a baixo. 

Naquele dia um sonho fez com que acordasse sexualmente mais inspirada e por isto vestiu-se de uma forma extremamente sensual. Usava meias 7/8 pretas, salto alto, um vestido preto ligeiramente curto e maquiagem sutil, mas que a deixava incrivelmente sexy.

Renata desviou o olhar. Pegou um livro em sua bolsa e começou a ler, só que não demorou muito para que os olhos de Renata começassem a ficar pesados, e assim aos poucos foram se fechando, Morfeu tomava-a em seus braços.

...

Aqueles braços envolviam Renata com pegada e ousadia. Aqueles lábios tocando os seus, aquela língua invadindo sua boca beijando-a com destreza...

...

Um arrepio percorreu o corpo de Renata, então abriu os olhos assustada olhando as pessoas dentro do vagão. Havia um homem em pé a sua frente olhando descaradamente suas pernas deixando-a sem jeito.

“De novo este sonho, o que está acontecendo comigo?”, questionava-se, sentia como se tivesse sido de fato beijada por aquele misterioso homem, conseguia sentir seu perfume e aqueles braços envolvendo-a. O metrô continuava seu trajeto e Renata observava as pessoas, tinha um olhar desconfiado, mas depois de um tempo imaginou ser besteira e finalmente conseguiu relaxar. Guardou o livro e encostou sua cabeça na janela voltando a fechar os olhos.

...

- Onde estou? Minhas roupas?

- Minhas mãos estão? ... Não!!

Renata tinha seus punhos presos com algemas de metal e uma corrente no alto deixava seus braços completamente esticados. Suas pernas estavam ligeiramente abertas, seus tornozelos presos ao chão com grilhões de couro.

Renata tentou se soltar até que sentiu as mãos dele tocando seus seios, massageando-os por trás, roçando aquele membro enrijecido em sua bunda fazendo-a perder as forças.

Meio a gemidos Renata suplicava:

- Quem é você? Me diz, por favor...

Ele nada respondeu e foi se afastando de Renata até deixa-la sozinha, meio a escuridão.

- Aiiii... – Renata sentiu sua bunda arder, estava sendo açoitada por um chicote. Em seguida sentiu seu cabelo sendo puxado firme, ele virou seu rosto e a beijou, suas línguas entrelaçavam tornando o beijo ainda mais quente.

Sentindo dor e prazer Renata urrava com as seguidas chicotadas em sua bunda, sentia sua pele queimar a cada golpe.

- Por que está me castigando? Eu não fiz nada...

Ele nada respondeu, apenas deixou seu chicote de lado e encostou-se ao corpo dela, beijando lhe os ombros e voltando a roçar seu sexo duro em sua bunda. Ao pé do ouvido ele disse:

- Não ouse em tirar esta coleira nunca mais, a partir de agora eu sou o seu Dono, seu corpo a mim pertence. – Enquanto falava ele colocava-lhe uma coleira em seu pescoço que continha à escrita Dante Gavazzoni bem atrás de sua nuca.

Ajeitando seu cacete à boceta de Renata, Dante a penetrou fundo. O sexo de Renata ardia sentindo-o invadi-la com voracidade. Aquele cacete adentrava sua boceta fazendo-a virar os olhos mergulhando num imenso prazer.

- Sim, se satisfaça com meu corpo... serei somente sua.

Dante continuava estocando-a forte e aumentando a intensidade cada vez mais. Uma de suas mãos massageava um dos seios de Renata enquanto a outra massageava o grelo fazendo-a se contorcer, gemendo cada vez mais forte.

- Aiii... eu vou goz...

As pernas de Renata estremeceram e ela gozava ainda sentindo as estocadas de seu Dono que gozou logo em seguida jorrando todo seu prazer dentro dela.

Os punhos de Renata foram soltos ela quase caiu sem forças no chão, mas foi segura por ele que a tomou em seus braços e a beijou com volúpia. Estava tudo escuro e Renata não o via, conseguia apenas tatear seu rosto para ao menos desenhá-lo em sua mente.

- Me diz o seu nome, por favor... Vou vê-lo novamente? – Renata suplicava.
- És minha escrava agora, minha doce Butterfly... me chame de Dante.

...

- Moça!?
- Sim...
- Moça??!!
- Sou somente sua...
- Moça!!!

Uma mão tocou o ombro de Renata balançando-o forte, ela abriu os olhos e avistou um guarda diante dela.

- Este metrô não prestará mais serviço, preciso que aguarde o próximo na plataforma.

Renata o olhava sem jeito, havia dormido novamente e passado da estação. Levantou-se arrumando seu cabelo e roupa, saindo de cabeça baixa “Meu Deus... o que foi aquilo? Estou ficando louca?”. 

Caminhou para o outro lado da plataforma aguardando o metrô para retornar. Porém assim que entrou no metrô e sentou-se, avistou do outro lado um homem, vestido todo de preto, botas, calça, camisa e um sobretudo. Ele olhava diretamente em seus olhos com um sorriso sádico.

“Não pode ser... É ele!? Sim, tenho certeza!”, Renata olhou para porta e levantou-se, só que naquele exato momento o sinal do metrô tocou e a porta fechou em seguida. Renata voltou para o assento ficando grudada junto à janela olhando-o desesperada enquanto o trem começava a sair da plataforma até sumir totalmente dentro do túnel.

19h30min, Renata entrou na Brothers Tatto.

- Boa Noite moça, em que posso te ajudar?

- Quero fazer esta borboleta aqui no cóccix. – Falou firme colocando o desenho sobre a mesa.

- Muito bem. Por favor, me acompanhe vou te mostrar o Studio.



*** Este relato foi escrito em Maio/2011 e reeditado em Abril/2014 sem deixar que perdesse sua essência. Dedicado a uma grande amiga, Sexy Butterfly.

* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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