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A Exibicionista

Era uma quarta-feira, havia poucas pessoas circulando pelo shopping, exatamente do jeito que Carol gostava, pois odiava tumulto. Parada em frente a uma vitrine olhava um vestido, estava à procura de um para o casamento de sua irmã. Eis que de repente sua atenção foi voltada para um ruído vindo a sua direita e assim avistou um segurança olhando-a como se a despisse por completo.

- Amor... Vou entrar na livraria pra ver se encontro algum conteúdo bom sobre leis trabalhistas - disse Luiz ao aproximar-se de sua esposa.

- Tudo bem, você não tem paciência nem mesmo pra esperar eu escolher uma calcinha - disse Carol sorrindo e dando um selinho em seu marido, depois rapidamente correu seu olhar naquele homem que a olhava, “Mas que Safado!”, pensou ao notar que ele apertava seu cacete enquanto a olhava.

- Não… não é isto - dizia Luiz sorrindo olhando-a nos olhos - é que eu adoro surpresas...

- Sei, sei… boa desculpa... Mas tudo bem, te ligo assim que eu terminar, ok?

- Te amo - disse Luiz beijando-a, depois saiu deixando-a sozinha.

Para Carol mais importante do que o estereótipo físico era o olhar safado e ousado daquele segurança, apesar que físico também lhe agradar bastante. Carol sempre trocou o bonitão por um olhar malandro, e safado, por algo que realmente a cativasse e fizesse a se sentir desejada. E aquilo claro, casava perfeitamente com seu maior fetiche, o exibicionismo.

Adorava perceber que atraia olhares e por isto vestia-se sempre muito bem, sem vulgaridade, normalmente optava por algo mais sensual e costumava fazer isto com muita naturalidade. Naquele dia usava um vestido tubo preto que ia até os joelhos, o decote na lateral realçava bastante suas pernas e por fim um salto alto que empinava seu corpo deixando-a incrivelmente sensual.

Ao sair da frente da loja Carol olhou discretamente para aquele segurança e apenas trocou um breve sorriso repleto de malícia e então continuou sua jornada pelo shopping em busca do seu vestido.

Depois de sair de umas três lojas, Carol finalmente encontrou um vestido que despertou seu interesse. Ao entrar olhou rapidamente pelo ambiente, era uma loja requintada, exibia muito luxo, e o melhor, estava vazia, só avistou um senhor ao fundo, parecia ser o Dono, falava ao telefone e nem havia percebido sua presença. Andando pela loja logo avistou aquele vestido em outro manequim, aproximou-se dele e ficou olhando.

- Uhmm, este me parece perfeito... nem comportado e nem vulgar, eu diria que ousado… - disse Carol pra si mesma admirando a peça.

- Concordo completamente com você - veio uma voz de trás dela, fazendo-a virar-se subitamente.

- Ai desculpa não havia te visto aí - disse Carol, com o rosto um pouco corado e ao mesmo tempo encantada com os olhos verdes daquele jovem vendedor.

- Eu que preciso lhe pedir desculpas, me aproximei de repente, mas com todo respeito, acredito que este vestido irá cair perfeitamente em você.

- Uhmm sei, conheço esta conversa de vendedor… Mas gostaria de prová-lo - disse Carol olhando-o nos olhos e abrindo um leve sorriso encantada com os belos traços do rapaz que não deveria ter mais do que 20 anos.

- Sim, os provadores ficam ali, vou buscar a peça em nosso estoque e já levo para senhora.

- Por favor, me chame de Carol.

Ele olhou-a nos olhos, sorriu - Sim, me desculpe... de fato o “senhora” não combina nada com você... Carol… - disse isto descendo o olhar para o decote do vestido que ela usava -... Meu nome é Bruno e já lhe trago o vestido.

Carol ficou olhando-o sair, por dentro estava rindo e atentada a provocar aquele garoto, olhou para os fundos e aquele senhor estava agora com os olhos fixos em seu notebook, parecia continuar não notar a sua presença. Sentou-se numa cadeira próximo dos provadores, cruzou suas pernas e puxou seu vestido um pouco pra cima exibindo melhor suas pernas, sentia-se extremamente excitada por exibir-se.

- Aqui est… - assim que chegou Bruno perdeu as palavras ao vê-la daquela forma, “Puta que pariu que pernas!” - colocou a caixa na cadeira ao lado de Carol e alterava o olhar entre aquelas pernas e a caixa enquanto abria-a e tirava o vestido.

Carol divertia-se ao perceber que o fez perder as palavras.

- Bom, como me esqueci de perguntar a numeração, trouxe uma peça que imaginei que lhe cairia bem.

- Obrigado Bruno - levantou-se, pegou o vestido encostando-se a mão dele -… você é muito gentil e observador - disse sorrindo.

- Obrigado...

Parando em frente ao provador Carol virou-se repentinamente flagrando Bruno fulminando-a com seu olhar.

- Ah! Só uma coisa antes… me ajuda com este vestido aqui, poderia só descer o zíper das minhas costas, por favor...

- Claro.

E de costas Carol sentiu a mão dele descendo aquele zíper com bastante firmeza e ao chegar um pouco abaixo do cóccix ele demorou um pouco mais, "Uhmm... provavelmente está admirando meu corpo e um pouco da minha minúscula calcinha rs rs". E aquilo a deixava incrivelmente excitada.

- Obrigada Bruno, normalmente meu marido me ajuda, mas ele odeia me acompanhar nas compras, sabe como são os homens...

- Imagina Carol… é um prazer ajudá-la.

Carol entrou no provador e antes de fechar a cortina olhou para Bruno que sentava na cadeira passando a mão no rosto, como que dizendo “Nossa, não dá pra acreditar!”, e Carol sorria divertindo-se, então aproveitou aquele momento pra deixar a cortina parcialmente aberta, como que por descuido.

Atenda aos sons do ambiente, ouviu o barulho que a cadeira fez, “Uhmm ele levantou… certamente esta espiando”, Carol de costas começou a se despir, tirou seu vestido ficando apenas de calcinha, olhou-se no espelho, sentia-se safada, adorava aquela sensação. Começou a colocar o vestido, era um tomara-que-caia, tubo branco.

Olhou-se no espelho, “Uhmm a calcinha esta marcando”, levantou o vestido e segurando a calcinha pelas laterais foi puxando-a ficando empinadinha. Olhou-se no espelho novamente “Agora está perfeito...”.

Saindo do provador, notou que Bruno havia apenas mudado de cadeira, estava em uma estrategicamente posicionada no angulo que visão que ela havia possibilitado.

- Olha... Parabéns, você realmente observou muito bem, ficou ótimo!

Bruno em êxtase disse - Ficou perfeito...

- Muito bem, vou levá-lo - disse Carol e voltou para o provador tomando agora um “descuido” até um pouco maior. Depois de tirar o vestido abriu um pouco suas pernas para que ele pudesse apreciar um pouco melhor sua boceta e por fim colocou seu próprio vestido continuando sem a sua calcinha.

- Bruno me ajuda novamente… - disse saindo do provador e ficando de costas.

Bruno aproximou-se e subia aquele zíper lentamente, apreciando cada pedacinho daquele corpo – Prontinho...

Bruno fez o atendimento até o final, conversaram um pouco sobre coisas alheias, riram e já quase na porta da loja Carol parou de frente para ele e olhou-o nos olhos.

- Obrigado Bruno… certamente voltarei aqui mais vezes… e quero ser atendida por você!

- Será um praz… - antes que ele terminasse a frase Carol chegou junto de seu corpo e encostou sua boca a dele e começou a beijá-lo devagar.

Bruno que não esperava, demorou uns segundos pra cair a ficha, mas logo começaram um beijo calmo, molhado e repleto de safadeza.

- Adorei seu atendimento… - disse Carol olhando para a boca do rapaz e deixando sua calcinha nas mãos dele. Então virou-se de costas e partiu deixando garoto louco de tesão.

- Oi amor, demorei muito? - disse Carol ao telefone com seu marido - já comprei o vestido, vamos passar naquele restaurante italiano?

* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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4 comentários:

  1. Uau! que ousadia.Adorei.
    Homens tem por instinto conquistar. Já as mulheres tem por instinto provocar.A nerdade é que nenhuma mulher é santa. Se ela não faz,ela imagina.

    Beijos,

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  2. oooooooooooo que delicia

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