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A Caiçara

No último feriado antes do Natal, viajei para o litoral norte de São Paulo. Um lugar um pouco mais distante do convencional, poucas pessoas resolviam ir até lá. Desta forma eu conseguia fugir do tumulto que ficavam as principais praias.

Cheguei ao amanhecer, e caminhando pela trilha que me levaria a pousada um grupo de meninas passou por mim. Riam e conversavam muito animadas, era contagiante a felicidade daquelas garotas que pela conversa pareciam estar vindo de um forró.

Todas carregavam uma beleza e sensualidade muito particular. Estavam vestidas com short e camisetinhas, outras de vestido ou minissaia, descalças e seguravam suas sandálias ou chinelos.

Fiquei hospedado na conhecida pousada *Morada da Lua, o dono era o Pedrão e como já tinha uma boa amizade com ele, logo perguntei o que andava rolando de bom na redondeza.

Pedro comentou sobre uns barzinhos a beira da praia, mas o que o pessoal local andava gostando era de um forró que ficava no Recanto dos Anjos. Brinquei com ele dizendo que pelas garotas que havia encontrado o nome do lugar era bem sugestivo. Sorrindo ele me respondeu “... pode acreditar que sim...”.

Fiquei quase o dia todo na praia, o sol estava brilhando forte. Saindo do mar caminhei até o quiosque mais próximo e depois de comprar uma água estupidamente gelada fiquei observando o ambiente, a natureza. Aquele lugar tinha uma energia espetacular, foi então que de repente ela surgiu...

Pele bronzeada, cabelos cacheados, usava uma canga azul claro amarrada à cintura e um biquíni branco. Tinha um sorriso cativante, um corpo pecaminoso, era uma garota linda! Não conseguia parar de olhá-la. Estava com um grupo de amigos andando pela areia, foi então que seus olhos encontraram os meus, foi algo surpreendente, ela sorriu, e eu retribui o sorriso, estava paralisado e bestificando, assim consegui apenas ficar admirando-a, vendo-a se distanciar aos poucos ao continuar andando pela praia.

Quando voltei a pousada comentei o ocorrido com Pedro. Rimos juntos da situação e então ele me incentivou a dar um pulo no Recanto dos Anjos, disse que talvez eu pudesse ter uma surpresa lá.  

Era umas 20hs quando tomei um banho, coloquei uma bermuda, regata e as boas havaianas de sempre e então em direção ao Recanto dos Anjos.

Cheguei ao local. A estrutura não era nada surpreendente, era apenas um pequeno bar, boa parte das pessoas ficavam dançando e conversando na frente dele, outras dançavam em seu interior. Divertiam-se ao som de uma banda local que tocava um ótimo forró pé de serra.

Observava as pessoas, o clima criado era muito bom, mas a única coisa que me desapontava era ainda não ter visto aquela garota. Peguei uma cerveja e fiquei do lado de fora, fiz até amizade com um grupo, dancei, e por certo tempo fiquei distraído e me divertindo bastante.

Resolvi comprar mais cerveja, e foi aí que encostado no balcão do bar, finalmente a vi. Usava um short jeans curto rasgado, pés descalços e uma blusinha vermelha de alcinha. Dançava de uma forma extremamente sensual, na ponta dos pés, nunca vi algo parecido, era impossível não ficar excitando vendo-a dançar.

Seu parceiro era um rapaz alto, negro, e vê-lo guiá-la de forma tão ousada, olhando-a nos olhos, rostos próximos causava a impressão de que a qualquer momento iriam se beijar. E aquilo me deixava um pouco frustrado.

Por mais difícil que fosse, tentei evitar o olhar a ela, de repente poderia ser o namorado dela. Eis que a música terminou e vi os dois apenas sorrirem um para o outro e se afastarem. Logo em seguida, um coroa chamou-a para dançar, e nossa, ela dançava da mesma forma, era surpreendente. Eu era capaz de ficar a noite toda ali a olhando dançar.

Enquanto dançava fiquei fitando-a o tempo todo até que em num dado momento nossos olhares encontraram-se. Ela sorriu, certamente havia me reconhecido, e assim como foi na praia retribui o sorriso e fiz um sinal indicando que gostaria de dançar a próxima com ela.

A música acabou, deixei a cerveja sobre o balcão e fui aproximando-me dela, sorríamos um para o outro o tempo todo. Começamos a dançar. Sentir seu corpo junto ao meu, seus braços em volta do meu pescoço, somada a toda àquela sensualidade com que dançava, me deixava muito excitado.

Enquanto dançávamos tomei cuidado para não roçar o meu cacete nela, estava muito excitado e tinha medo de assustá-la. Quando a música acabou ao pé do ouvido eu disse meu nome a ela, e olhando em meus olhos ela disse o seu, “Aline”.

Uma música mais lenta começou a tocar, ela encaixou perfeitamente seu corpo ao meu. Começamos a dançar, e naquele momento certamente ela sentia minha ereção. Comecei a ficar louco quando sua coxa roçava em meu pau deixando-o completamente rígido.

Ao final da música nossos lábios se tocaram e começamos a nos beijar de forma ousada. Deslizei minha mão em sua nuca massageando-a e ao puxar levemente seu cabelo a vi sussurrar, tinha os olhos fechados e mordia seus lábios. Ao pé de seu ouvido a chamei para dar uma volta, e o convite foi aceito prontamente.

Fazia uma noite gostosa, a lua cheia deixava o lugar ainda mais afrodisíaco. Caminhamos pela trilha, o tempo todo se beijando, as mãos não paravam quietas. Aline me guiou para um lugar que eu não conhecia, passamos por uma pequena trilha, depois por umas pedras, notava que a cada passo o som do mar ficava mais próximo.

Chegamos em uma parte da praia afastada dos turistas que como eu costumam ficar. O mar ali era calmo e diante de mim via a lua e mar encaixando-se perfeitamente um ao outro. Me perdi admirando aquela paisagem e quando virei-me para Aline para minha surpresa ela já estava completamente nua, como ela era linda! Fiquei tão atordoado com aquele lugar que não tinha visto ela se despindo.

Ela jogou seus braços sobre os meus ombros e voltamos a nos beijar. Minhas mãos percorriam todo seu corpo, massageavam seus seios com muito desejo. Desci uma mão esfregando seu grelo, tocando sua boceta que já se encontrava incrivelmente molhada, ouvia seus gemidos ao pé do meu ouvido e aquilo aumentava ainda mais o meu tesão.

Ela me ajudou a tirar a camiseta, depois tirei a bermuda junto com a cueca ficando assim completamente nu. Sorrimos um para o outro, ela aproximou-se levando suas mãos até mim e me empurrou,  cai deitado. Ela apenas sorria divertindo-se com a situação.

Aline agachou-se na areia e ficando com o rosto entre minhas pernas, se pôs a chupar o meu cacete e me masturbar, que delícia! O mundo poderia acabar naquela hora! Engatinhando sobre meu corpo Aline vinha me beijando, até chegar a minha boca, onde nossas línguas entrelaçavam-se de forma gostosa e safada. Naquele momento encaixei meu cacete em sua boceta e a vi revirar os olhos. Ela sentou, fazendo meu pau deslizar bem gostoso.

Ela começou a cavalgar, enfiei-lhe uns tapas em sua bunda a vendo rebolar bem safada. Puxava-a pelo cabelo e passava a chupar seus peitos, mordiscando seus biquinhos, ela gemia bem gostoso e aumentava o ritmo da cavalgava a cada minuto.

Segurei-a firme e comecei a empurrar bem forte. Aline de forma impressionante mexia seu quadril freneticamente, assim o ritmo das estocadas tornou-se algo muito agressivo, eu urrava e ela gemia sem parar.

Até que gozamos praticamente juntos. Senti o peso de o seu corpo desfalecer sobre o meu, enquanto eu deitado na areia respirava fundo tentando recobrar o folego.

Ficamos ali por um tempo, depois ela levantou-se. Sorrindo ela ia andando em direção ao mar, me olhando, me chamando com o dedo até por fim correr.  Que visão mais linda! A lua, o mar e ela completamente nua correndo para ele.

Fui logo atrás dela, ali ficamos brincando, jogando água um no outro, namorando, beijando-se o tempo todo. Logo recuperei minha ereção e  ficando atrás dela. voltados para a lua penetrei-a, estocando forte sentindo as ondas baterem em nossos corpos. Agarrava seus seios, apertando-os com tesão, minha boca mordiscava sua orelha e beijava seus ombros enquanto a penetrava intensamente.

Gozamos novamente, e depois de namorar mais um pouco, voltamos e deitamos na areia. Aline deitou-se sobre meu peito e ficou acariciando-me, sua mão percorria meu corpo descendo pelo abdômen e indo até meu cacete.

Aos poucos ela foi aconchegando-se até pegar no sono. E com ela sobre meu corpo eu voltava a contemplar sua beleza, queria-a para mim, para toda vida, era este o meu desejo naquela noite.

Algum tempo depois acabei adormecendo também.

Pela manhã senti uma língua tocar minha orelha, sorri contente, lembrando-me da minha caiçara, abri os olhos e “Eiii!! Saiii daqui!”, dei um tapa na areia, afastando um vira-lata que me lambia, olhei para os lados, não havia ninguém ali, ela havia sumido.

Levantei-me pegando minhas roupas no chão e vestindo-me. Voltei pelo mesmo caminho e passando em frente ao bar olhei o interior e lá estava somente um senhor limpando o chão. Sentia-me estranho, havia sido a noite mais perfeita da minha vida, mas não tê-la ao amanhecer me deixava chateado. Voltei para a pousada, tomei um banho e dormi quase o dia todo.

Ao anoitecer, voltei àquele forró, porém para minha decepção vi diversas pessoas voltando para trás, e ao chegar ao local, havia um aviso na porta que o bar estaria fechado naquela noite por luto. Fiquei muito decepcionado e preocupado, pelas conversas das pessoas que estavam por ali pareciam muito tristes e abatidos com aquela perda.

Voltei para a pousada, infelizmente não encontrei o Pedro para conversarmos a respeito e pela manhã parti para São Paulo com um aperto no coração. As imagens da caiçara não saiam da minha cabeça. Conseguia sentir o seu beijo, o seu toque, ver aquele seu sorriso de menina arteira.

Hoje estou em São Paulo mas sem paz no coração, não consigo esquecê-la, preciso reencontrá-la.

*** Este relato foi escrito em Janeiro/2011 e reeditado  em Abril/2014 sem deixar perder sua essência. Possui algumas cenas verídicas assim como acontece em grande parte de meus contos. 

* Todos os nomes dos personagens, assim como de instituições utilizadas neste texto, são apenas nomes fantasias e não referenciam a nenhuma pessoa, local ou razão social.

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